Pedra do Sino no amor e na raça!

Antes de começar a relatar como foi a minha experiência, eu preciso destacar como é intensa a trilha da Pedra do Sino. Estou falando sobre o ponto mais alto do Parque Nacional da Serra dos Orgãos e da cidade de Guapimirim. Um ponto culminante do estado do Rio de Janeiro que tem 2263 metros de altitude. É um lugar surreal, muito procurado por montanhistas e alpinistas. Sabendo disso tudo, o que faço? Resolvo que quero chegar ao cume dessa pedra. Certas horas não sei o que se passa na minha cabeça (rs).

O percurso pode ser iniciado por diversos lugares. Pode ser por Guapimirim, ponto menos popular para iniciar a caminhada, por Petrópolis, normalmente feito por quem está fazendo a travessia Petrópolis-Teresópolis, ou por Teresópolis, opção que eu escolhi e que naturalmente é escolhida por quem só quer conquistar a Pedra do Sino. Vale destacar dois pontos importantes: o primeiro, que o Parnaso de “Terê” fica na Avenida Rotariana e dá para chegar tranquilamente de carro, van ou ônibus. O segundo ponto é para frisar que a trilha não é gratuita, quem quiser ir terá que acessar o site (parnaso.tur.br), escolher as opções que lhe interessam, gerar o boleto e levar o comprovante do pagamento até a recepção do Parnaso, que lá eles irão te dar as pulseiras e os comprovantes finais.
O começo de tudo
Nossa saga começou, depois de passar por uma portinha simples de madeira, encarando um trecho intenso de pedras, talvez a parte mais cansativa de toda a caminhada. Andando por 40 minutos nesse percurso você irá encontrar o abrigo 1, ponto geralmente utilizado como primeira parada. Escolhemos não parar, queríamos manter um ritmo mais forte e sair logo dessa parte de terreno mais complicado. Fizemos a nossa primeira parada na cachoeira (que está seca no presente momento).

Da cachoeira para o abrigo 3
Passando pela cachoeira você irá caminhar cerca de 2 horas até chegar ao abrigo 3. É um caminho mais leve, menos subidas, em constante zig e zag. Uma dica é se alimentar bem na cachoeira, para obter mais energia e dar um impulso forte, sem paradas. Se conseguir fazer isso, você já terá dominado mais da metade da trilha. Apesar do abrigo 3 não está mais funcionando, ele é um ótimo ponto para descanso e, além disso, também conta com um pequeno mirante, que fica a 5 minutos do local.

Abrigo 3 para o 4
Apesar dos 20 quilos nas costas, dos 5 quilos na mão (barraca) e de está caminhando a alguma horas, estávamos no tempo que queríamos e nos sentindo melhor do que imaginávamos, até que uma surpresa aconteceu: veio uma inesperada chuva! Num primeiro momento ficamos perdidos, pois como a meteorologia não previa isso, também não estávamos esperando. Mas, depois de um tempo embaixo de uma árvore, minha parceira de trilha teve uma brilhante ideia: usar a lona da barraca pra proteger a gente e as malas. Fomos andando assim! Não tínhamos escolha, ficar embaixo da árvore era perigoso, descer levaria mais tempo que subir, então resolvemos seguir e enfrentar aquela cachoeira que vinha na nossa direção. Infelizmente não temos fotos, pois a pressa de chegar ao final da trilha e ficar secos nos deixou extasiados e com foco máximo. A cena deve ter ficado engraçada, pelo menos todo mundo que passava dava aquela risada (rs).

Chegando ao camping
Depois de muito esforço e 4 horas de subida, conseguimos com muita alegria chegar ao camping. Montei rapidamente a barraca e fomos correndo para a pedra (o cume da pedra fica a 25 minutos do abrigo 4) para ver o pôr do sol, mas a ideia, misturada  a nossa displicência e inocência momentânea, não deu muito certo. Fomo pegos, novamente, por uma surpresa e, dessa vez, foi ainda pior, pois se tratava de uma intensa neblina!

Ficamos no alto do cume sem enxergar nada, inclusive o caminho de volta, por cerca de 30 minutos. Percebemos que o tempo não ia melhorar, então resolvemos, sem perder a calma, buscar algumas opções de saída. Nesse momento comecei a me rastejar pelas pedras em busca de um ponto plano para descer, pois como se tratava de um cume, pulando no lugar errado era “adeus”. Felizmente com a ajuda divina consegui achar um ponto e retornar a trilha. Mas fica aqui a reflexão, sua vida sempre está em primeiro lugar! Sempre coloque isso na sua cabeça, assim nunca vai se expor a situações de riscos, como eu fiz erradamente.
A recompensa
A partir desse susto, resolvemos que era o momento de encarar o frio e dormir. Nessa hora, todo o peso que levei compensou. O frio lá realmente é muito intenso, fez cerca de 2 graus. Para quem quiser me seguir, eu levei: isolante; saco de dormir; muita roupa (dois casacos, duas calças grossas, três meias, luva e touca); muita comida (quatro sanduíches bem recheados, três ovos, três bananas, 2 bananadas e um tubo grande de batata); três litros de água e um repositor. Resumidamente, levei muita coisa.

Acordamos com um lindo céu estrelado, às 4h da manhã. Nos arrumados e fomos subir o pico, às 4h30. Levamos lanterna para chegar até lá, estava tudo bem escuro. Enfim a recompensa chegou! O céu estava lindo, limpinho, azul! Sem dúvidas alguma este foi, até hoje, o nascer do sol mais lindo que já vi. Aquele peso das costas finalmente saiu. Curtimos muito, tiramos altas fotos e aquele conforto de que tudo valeu à pena veio a tona. Nessa hora eu não sabia nem o que pensar, só queria curtir o momento. Ficamos lá por mais de duas horas, descemos, desmontamos tudo e partimos para casa. Fizemos a descida em 3 horas.
Depois disso tudo, eu só posso afirmar que Deus sabe de toda as coisas! Se você não compartilha de minha fé, se apegue na sua, pois certamente essa experiência vai te deixar mais próximo de algo superior. Foi incrível, marcante e único. Voltamos para casa super satisfeitos e sempre vamos ter essa lembrança na memória, de que vivemos algo único e extraordinário.

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Os belos jardins do Amantikir

Localizado em Campos do Jordão, O Parque Amantikir é fruto de um sonho do engenheiro agrônomo e paisagista Walter Vasconcellos. Esse sonho deve ter sido um daqueles que te faz acordar extasiado, pois o parque se tornou um sucesso e recebe, a cada ano, um número maior de visitantes.

Com mais de 700 espécies de plantas ao longo dos 60.000 m², o local foi considerado pelos usuários do TripAdvisor como a melhor opção do que fazer em Campos do Jordão, por quatro anos consecutivos, (2013, 2014, 2015 e 2016).

Labirinto de Grama

Eu estive por lá, e pude comprovar toda essa beleza e encantamento de perto. O parque me impressionou através das sua incríveis paisagens e das possibilidades de enriquecimento do “eu criativo”, pois o lugar, além de apresentar belezas naturais fantásticas, tenta fugir do eixo comum e nos presenteia com labirintos e outras coisas que aguçam os pensamentos.

O Amantikir está aberto todos os dias do ano, inclusive feriados, natal e ano novo, das 8h30 às 17h00. Visitantes que entram até as 17h00 podem permanecer no parque até o pôr-do-sol. O ingresso tem o valor de R$40 inteira e R$20 meia.

Como chegar?

Estando em Campos do Jordão e partindo de Capivari: Após deixar o Centro Turístico em direção ao Portal de Campos do Jordão, atravesse todo o centro comercial de Abernéssia. Em frente a UNIVAP entre à esquerda cruzando a Estrada de Ferro Campos do Jordão e tomando a Av. Ernesto Diedericksen (avenida do Hotel Toriba). Seguir a sinalização – Pico do Diamante / Estrada Gavião Gonzaga (ou o Totem que indica TARUNDU).

Após o Hotel Toriba permaneça à direita (no asfalto) na estrada Paulo Costa Lenz César. Ao seguir essa estrada por 300m, você cruza a Estrada de Ferro uma segunda vez. Permaneça nessa estrada (e aproveite a beleza do lugar) por mais 1.500m e vai encontrar a Estrada de Ferro novamente.

Após cruzar a Estrada de Ferro pela terceira vez você já visualiza uma placa de madeira rústica escrita em branco, entre à direita e siga por cerca de 400 metros. A Recepção do Amantikir fica à esquerda.

A intensa trilha do Peito do Pombo

Foram 1400 metros de altitude, 5h20 (ida e volta) de esforço e superação, 15 km de suor e fadiga. Mas tudo valeu à pena! Tudo valeu muito à pena!
A trilha do Peito do Pombo, localizada dentro da APA de Sana, no município de Macaé, é um dos percursos mais famosos do estado do Rio de Janeiro. Eu, como bom trilheiro, não podia deixar essa passar, então… juntei bons amigos e fomos em busca de conquistar esse percurso.

Posso dizer que a caminhada foi hard, mas o visual lá de cima recompensa o cansaço. Vou contar detalhadamente para vocês como foi a experiência nessa trip.

Fomos para sana passar o fim de semana, queríamos curtir o local e não só o Peito do Pombo. No sábado, rodamos por todas as cachoeiras e pela vila. No domingo, acordamos bem cedo, e fomos em busca da nossa “missão”. Querendo saber mais sobre minha volta pelas cachoeiras clique nesse link.
Mata adentro
O primeiro trecho de mato é relativamente bem leve, é uma subida que leva também para as cachoeiras, ou seja, muita gente passa por essa parte tranquilamente. É, basicamente, seguir reto. Depois de passar pelas porteiras das cachoeiras você irá passar também por uma pousada e por um sítio, os dois com as placas bem fáceis de serem avistadas.

O segundo trecho de mato já não é tão fácil, apesar da subida continuar sendo praticamente no mesmo nível, começam aparecer bifurcações. A dica é sempre ir para a direita. Não sei para onde os outros caminhos irão dar, mas sei que pela direita você irá chegar no rio, depois de caminhar bastante e passar por algumas porteiras. Ah… se tiver chovido no dia anterior, esta é a parte do percurso onde você vai encontrar mais lama.

Passando pelo rio
A parte do rio é bem fácil, dá para passar tanto pelas pedras quanto por dentro do rio, molhando apenas os pés. Mas depois de passar que complica, é a parte que as pessoas geralmente se perdem, inclusive eu (risos). Se não fosse um amigo local ter nos gritado e orientado, talvez nunca tivéssemos achado a entrada certa.

Assim que você sair do rio dará de cara com uma placa azul, cheia de avisos, é aí que você deve passar, dê a volta em torno dos arames. Não fique procurando uma porteira, pois ela não existe mais.

O pasto e o boi bandido
No pasto a subida já começa a ficar um pouco mais íngreme, mas não é isso que assusta. O que assustou a gente foi um boi, em especial, que, ao contrário dos outros, estava mugindo bastante e pronto para o ataque. Então caminhe com atenção e rapidez.

Subindo pela floresta
A subida mais intensa de toda a trilha começa neste local. É bem íngrime e com degraus naturais bem espaçados, por isso a força nas pernas se faz muito necessária. Além disso, há pelo menos 3 pontos que precisam do auxílio de corda para subir.

Depois de passar por todas estas etapas, é só subir a pedra e “partir para o abraço”, seu objetivo terá sido conquistado. Terá duas opções de mirantes: o debaixo da pedra, que mostra o incrível visual de sana, e um mirante um pouco mais alto, que dá uma vista especial para a Pedra do Peito do Pombo.

Ficamos lá em cima um pouco, curtindo a paz do lugar, mas não demoramos muito, pois estava bem frio e tínhamos hora para voltar. A descida foi bem mais fácil e rápida.

Depois de todo esse percurso, só pude agradecer a Deus pela oportunidade que tive e vir aqui indicar para vocês essa inesquecível trilha.

Ps: Se, por algum momento, achar que pode se perder procure um guia. Melhor pagar e ser guiado corretamente, do que passar horas perdido na mata e precisar de socorro.
Como chegar

Carro: Chegando em Casimiro de Abreu, o motorista deve seguir pela BR-142, subindo a serra no sentido Nova Friburgo e desviar para Barra do Sana, pegando a Estrada Frade-Sana, passando pelo Portal do Sana, na ponte da Amizade (que cruza o Rio Macaé), até o Arraial do Sana. A Estrada Frade-Sana é uma estrada de terra em péssimas condições, com muitos buracos e pedras. É curta. Tem em torno de 6 km de extensão apenas, mas exige bastante atenção do motorista pra não danificar o carro.

Ônibus:
Chegar de ônibus na região é relativamente fácil, apesar de cansativo. Basta pegar um ônibus para Casimiro de Abreu, saltar na rodoviária, e depois pegar um ônibus direto para Sana, eles passam de 2 em 2 horas. Tenha cuidado para não chegar muito cedo para não ficar mofando e nem muito tarde para não perder o último bus.

Travessia Tupinambá: a maior trilha ecológica de Nikity

Para a alegria dos trilheiros, mais uma trilha foi inaugurada em Niterói. A Travessia Tupinambá, um percurso de aproximadamente sete quilômetros que liga São Francisco a Piratininga, chegou com tudo! A caminhada, que nos possibilita observar belas paisagens de diferentes pontos de vista, sítios históricos, um córrego e toda riqueza natural que a cidade sorriso proporciona, vai se popularizando e, logo logo, vai se tornar mais um ponto certo a ser frequentado pela galera do treeking.
A trilha pode ser acessada pelos dois extremos do percurso: Parque da Cidade ou Jardim Imbuí (a partir da Rua dos Corais). A opção de começar pelo parque é a melhor, pois a parte mais íngreme do passeio é a subida por Imbuí.

Ao meu ver, a travessia pode ser considerada leve, concluímos em 2h30, com muita tranquilidade e sem grandes desafios. Por ser uma mata bem fechada também não tivemos muita exposição ao sol. Talvez a única dificuldade da trilha, no momento, é o fato dela está bem popular, ou seja, está ficando bastante cheia, mas nada que boa educação e simpatia não dê jeito.

Finalizo o post destacando que o ponto mais bonito da travessia é o Mirante da Tapera, localizado de frente para o Pão de Açúcar e de onde se tem um ângulo único para as Praias da Região Oceânica e as montanhas do Rio. Ah… também deixo aqui o link do post específico sobre o Parque da Cidade, para quem for começar o passeio por lá.

Uma boa surpresa chamada Taberna do Darwin

Era mais um dia comum de trabalho, quando uma amiga veio me falar que tinha descoberto um lugar que era a minha cara. Eu, muito curioso, indaguei qual era esse tal lugar e ela me respondeu de imediato: a Taberna do Darwin. Prestei atenção em tudo que ela falou, anotando detalhadamente, pois já dizia Charles Darwin:”a atenção é a mais importante de todas as faculdades para o desenvolvimento da inteligência humana”.

Enfim apareceu a oportunidade (grana) para ir ao local e, logo depois de voltar de lá, tive que vir aqui contar para vocês o privilégio que foi conhecer um dos melhores restaurantes de Niterói.

Localizado nos Caminhos de Darwin, na Rua Pau Brasil, no Engenho do Mato, a Taberna do Darwin é um restaurante impar e que deve ser colocado entre os pontos turísticos da cidade sorriso. Além de ter um chefe de cozinha conceituado, o restaurante apresenta ótimas opções de pratos e vinhos, um ótimo atendimento, uma vista incrível para natureza e uma estrutura que nos faz sentir parte do ambiente.

Apesar de ser um lugar que está ficando cada vez mais famoso, principalmente depois da matéria do New York Times, ele só fica aberto nos finais de semanas e feriados nacionais, das 12h às 17h, e também só aceita dinheiro ou cheque como pagamento.

Se você é esfomeado, como eu, e está querendo saber logo mais detalhes sobre a comida, chegou a bendita hora. Primeiramente vale destacar a forma que eles organizaram o cardápio. Foram apresentados 3 tipos diferentes de pratos quentes, no valor de R$89,00 cada, Buffet Vegano sem limite, no valor de R$95,00, 3 tipos de sobremesas, no valor de R$25,00 cada, e o Cardápio Completo (Buffet Vegano sem limite + Prato Quente + Sobremesa) no valor de R$ 112,00. Ps: Esses valores são referentes ao dia 19/8/17. Para confirmar cardápios e valores entrar em contato com o respectivo restaurante através do telefone ou página no facebook.

Eu escolhi a opção completa por achar que era a mais vantajosa pela disposição que estava em comer (risos). Inicialmente comecei com um Magret de Canard com Laranja & Gateau de Mandioca & Alho Poró (prato quente), logo depois provei todas as possibilidades de comida vegana do buffet e, para finalizar, escolhi como sobremesa uma Torta Mousse de Chocolate com Avelas, ‘Parfait’ de Coco e Tuille de Amendoas. Enfatizo que tudo estava maravilhoso.

Depois de comer, fiquei conversando e descobri uma curiosidade sobre o local:  a possibilidade de hospedagem. É um outro diferencial que achei interessantíssimo, mas não posso falar muito, pois não tive a oportunidade de experimentar, caso isso um dia ocorra altero essa parte da postagem colocando mais detalhes. Até lá, caso tenha ficado curioso, entre em contato através da fanpage clicando no link que deixei na parte superior.

Quem me acompanha sabe que na parte gastronômica do blog eu não saio detalhando todos os restaurantes que vou, pelo contrário, dou o devido destaque só aos restaurantes ou pratos que me impressionam de alguma forma especial. Este lugar, que mistura natureza com gastronomia, é realmente a minha cara, e de todos que curtem essa rica combinação.

A vez que o Jeca salvou o dia

Vou te falar que minha história não começa feliz…

Tínhamos acabado de chegar na cidade. Assim que chegamos começou a chover. A chuva durou o dia todo. Não cessou nem por um segundo. Já estávamos frustrados. Aí… chegou aquela hora boa: comer! Não podíamos errar no jantar e também não podíamos ir muito longe, pois sabe como é né?! A vila de Maromba (Itatiaia/RJ) fica em um local que a mistura de lama com asfalto, depois de muita chuva, fica inevitável.

Depois de muito rodar, por onde era possível, acabamos parando no restaurante com o nome mais inusitado, o Jeca Tatu. A escolha foi assim mesmo, não teve embasamento ou indicação, foi pura intuição, mas posso afirmar que a partir dessa escolha aquele primeiro dia de viagem começou a ser lembrado de uma forma mais prazerosa.

Restaurante Jeca Tatu conta com um ótimo atendimento e uma música ambiente muito animadora, ainda mais naquele tempinho frio. Sabe aquele cantinho que você vai e te faz lembrar do clima e sabor do interior? Então, lá é assim. O ambiente é leve, harmonioso e dá vontade de ficar mais. Além disso, tem a principal coisa que, na minha opinião, um restaurante deve ter: uma comida muito boa e barata!

Comemos um belo baião de dois, como pode ver na foto que está na parte inferior. Ele serve tranquilamente 3 pessoas e fica custando no máximo R$30,00 para cada, ou seja, dá pra ficar estufado comendo bem, o quê pode ser melhor?! (risos)

O local me animou tanto que no final de um dia que estava sendo chato eu já estava até acompanhando os músicos cantando uma música que eu nem conheço.

Desbravando a Pedra de Itaocaia

Em busca de uma nova trilha para seguir… fui parar mais uma vez em Maricá. Lá, encontrei a Pedra de Itaocaia, localizada na região da Fazenda Itaocaia, em Itaipuaçu. Ponto que, apesar de contar com uma área natural singular, sofre com a expansão imobiliária, que vem, há muito tempo, diminuindo os caminhos para se chegar ao topo da pedra, de 389 metros de altura.

O percurso é de nível leve para moderado e não é muito frequentado, ou seja, tem muitas partes de pedras pelo caminho e de vegetação coberta. Se também quiser conhecer esse percurso, terá que caminhar por 1h40 (ida e volta) em meio a partes fechadas, escorregadias e algumas escalaminhadas.

A trilha começa no extremo sudoeste da pedra, praticamente nos fundos do terreno de número 331, na rua 5. O caminho é ao lado direito do terreno. Chegando no local, logo pode-se encontrar um placa dando as especificações sobre a trilha e indicando onde ela inicia.

Agradeço a galera do Pitbull Aventura pelo convite. Além de ter conhecido um lugar espetacular, também fui muito bem tratado durante todo o trajeto.
Como chegar à trilha?
O ponto de referência é o posto de gasolina da entrada da Rua 1. De lá, deve-se seguir pela Estrada de Itaipuaçu no sentido Recanto e virar na próxima rua à direita. A trilha começa no lado direito do próximo cruzamento em “T”. Não é um ponto fácil de chegar, deixo um mapinha na parte inferior para tentar dar mais uma ajuda.

História curiosa do local ou lenda?
De acordo com o naturalista inglês Charles Darwin, que esteve na Fazenda Itaocaia no século XIX, a Pedra de Itaocaia foi palco de uma tenebrosa história. Darwin narrou que durante a sua estadia no local, uma escrava em fuga lançou-se no precipício de cima da Pedra de Itaocaia após ter jogado a filha do fazendeiro no tacho de melado, por vingança e ciúmes. Segundo Charles Darwin, também havia um quilombo no topo da pedra, onde os escravos da região fugiam e iam para lá. Porém, o mesmo não durou muito, pois fazendeiros se juntaram para acabar com o esconderijo.

Abraçando a arte no MAR

O Museu de Arte do Rio é composto por dois prédios de estilos arquitetônicos totalmente diferentes: o diversificado Palacete Dom João VI e uma construção que originalmente funcionou como terminal rodoviário. O espaço nos aproxima da arte de tal forma que nos faz sentir abraçado.
O passeio começa no terraço, com uma vista deslumbrante para a zona portuária, sem dúvidas minha parte preferido do museu. Em seguida, o visitante percorre os quatro andares do Palacete, que abrigam exposições temporárias e obras do acervo permanente – documentos, aquarelas de Santiago Calatrava e uma escultura de Aleijadinho. O museu, localizado na Praça Mauá, fica abeto de terça a domingo, das 10h  às 17h, e tem o ingresso no valor de R$20 reais, sendo que às terças a entrada é gratuita.
Vale destacar que o museu foi premiado com o título de melhor construção de 2013, ano da sua inauguração, na categoria museu, pelo voto popular, do maior prêmio internacional de arquitetura do mundo, o Architizer A+ Awards. O MAR concorreu com os museus Heydar Aliyev Center (Azerbaijão), New Rijksmuseum (Holanda), Zhujiajiao Museum of Humanities & Arts (China) e com o Danish Maritime Museum (Dinamarca).

Indo ao 41º andar para comer no Terraço Itália

A Home do site do restaurante Terraço Itália é iniciada com a seguinte frase “Um ótimo motivo para subir até o 41º andar”. Será que podemos acreditar nisso?

Bom… Não sou um especialista em gastronomia, mas posso dizer que já comi em muitos lugares e é essa experiência que utilizo para dar as minhas opiniões sobre o tema. Eu adorei! Posso dizer tranquilamente que adorei. O lugar, além de ter ótimas opções de pratos, conta com mais duas outras coisas impactantes: uma vista única da cidade de São Paulo e o som de um piano bem tocado.
Pelas informações que consegui obter, o restaurante, que fica na Avenida Ipiranga – 344 , conta com essas opções de reserva: Almoço, Jantar Nobre ao som de piano, Jantar Panorama música ao vivo e Jantar São Paulo ao som de piano. As opções não são baratas. As massas partem de R$90 chegando a R$180. O menu degustação custa em torno de R$230. Realmente dói o bolso, mas as partes boas são que os pratos demoraram cerca de 15 minutos para chegar, a porção é bem generosa e a apresentação é nível “Masterchef”.

Eu comi esta opção: Massa seca com funghi e camarão flambado ao brandy

O Terraço Itália, em funcionamento desde 1967, goza de todo prestígio e requinte necessário para um bom restaurante, mas possui um menu que não é acessível para todos os públicos. No lugar, você provavelmente irá encontrar pessoas de boa situação financeira ou curiosos, assim como eu, que vão nesses tipos de restaurantes apenas uma vez na vida (risos).

Rumo a Praia do Perigoso

Quer ficar sem fôlego? Então pense em uma praia selvagem, praticamente deserta, que lhe permite contemplar o mar e a Pedra da Tartaruga e, além disso, é um recanto de sossego.

Lhes apresento a Praia do Perigoso. Uma das 5 praias do Rio considerada selvagem. Essas praias recebem esse título porque não sofreram nenhum tipo de intervenção humana no seu entorno. Para chegar até elas, geralmente, é necessário fazer uma trilha.
Como chegar?
O visitante pode ir através de transporte público ou de carro. Confesso que em Guaratiba nunca fui de ônibus por causa da distância, mas também deixo essa opção abaixo para quem tiver essa disposição. Vale destacar, também, o valor caríssimo das vagas para carros, indico achar algum lugar um pouco mais distante, pois o quanto mais próximo do início do percurso mais caro fica.

Carro: Pra quem vem de Niterói, Centro, Zona Sul e Barra da Tijuca seguir pela Avenida das Américas até chegar ao Túnel Vice-Presidente José de Alencar. Passando o túnel pegar o retorno para a entrada de Barra Guaratiba e pegar a estrada Roberto Burle Marx e seguir até o final da via. Pra quem vem via Campo Grande, seguir em direção à Barra da Tijuca e pegar a entrada de Barra de Guaratiba e seguir pela estrada Roberto Burle Marx e seguir até o final da via.

Transporte Público: Pra quem vem de Niterói, Centro, Zona Sul e Barra da Tijuca a melhor opção é seguir até o Terminal Alvorada e de lá pegar o BRT para soltar na estação Ilha de Guaratiba. Chegando lá será preciso pegar o ônibus 867 da Auto Viação Jabour (Campo Grande x Barra de Guaratiba) e descer no ponto final. O mesmo vale para quem vem via Campo Grande. A linha 867 (Campo Grande x Barra de Guaratiba) sai da Rodoviária de Campo Grande e vai até o ponto final na Praia de Guaratiba.