Valeu a pena tudo… até o boi

Chegou domingo…tempinho legal, passeio combinado:Feira de São Cristóvão. Pessoas escaladas para o “tour”: Eu (carregando meus acessórios de sempre na sacolinha), marido (cheio de disposição, agradando a todos), filho (como sempre, lindo, simpático), minha sobrinha Renata (ótima companhia, animada, comunicativa, sempre pronta para selfies) e Ana (grata surpresa dos últimos tempos, #afinidademãefilhoana).
Chegando na feira já começamos a tirar fotos, primeiro foi Gonzagão, depois o boi… Muito interessante dizer que nem entendi porque tiravam tanta foto com aquele boi, mas pensei “Por que não tirar?” Fui na onda, posei e tirei uma foto onde os chifres se destacavam mais que a minha pessoa de um metro e cinquenta e um…rss. E por falar em boi, andando mais um pouco na feira, percebemos logo que teríamos que decidir onde iríamos almoçar. Passamos por muitos restaurantes, e eram muitas as ofertas e garantias de melhor comida, melhor preço, melhor serviço. No final nos decidimos, não sei se foi o melhor para todos, mas o importante é que tinha meu prato preferido: bife com muitas batatas fritas.

Após o almoço resolvemos ir embora, já tínhamos visto tudo, não tínhamos a intenção de comprar nada mesmo, ninguém estava no clima para dançar…mas valeu, porque passear com a família, com amigos, sempre vale a pena.

Um bom lugar

Amanheceu…olhei para o celular que estava ao meu lado e vi que se aproximava da hora de sairmos.
Levantei, peguei uma sacolinha preta (muito utilizada nessas ocasiões) e comecei a colocar tudo que iria precisar para o passeio com meu filho: Sombrinha, dipirona, remedinho para gases, um rolo de papel (aquele que todos nós usamos diariamente…rss), carteira, celular, uma garrafinha d’água (essa não podia faltar).

Antes de relatar o passeio, não posso deixar de colocar essa observação: Sair com alguém do sexo masculino que mora com você, seja filho ou marido, a cena sempre será a mesma, a pessoa vai acordar bem mais tarde que você, vai se arrumar rapidinho e vai te perguntar com uma expressão de “não estou entendendo”: – Ainda não está pronta? (poderia dizer que acordei cedo, fiz café, lavei louça, passei…melhor não…rss). Sem argumentos, só pedi pra dar uma última ida no banheiro. E lá fomos nós.

O tempo estava ótimo para o passeio, acertamos ao escolher aquele domingo, nosso programa era ao ar livre e nosso destino era o Parque Lage. Ao chegar, me deparei com um lugar simples e agradável. Era lindo de se vê  aquela estrutura antiga, com um gramado onde crianças, idosos, jovens, simplesmente contemplavam a natureza, “curtindo”cada um à seu modo, aquele dia de céu azul. Eu, por minha vez, sentada com meu filho em um dos bancos, tentava fazer selfies. De um lado do gramado, estavam algumas moças fazendo bordados, como que esquecidas no tempo, de outro uma moça que desenhava a paisagem sem perceber que ela com sua beleza peculiar poderia fazer parte do seu desenho, tamanha era a proximidade dela com aquela beleza em sua volta.

Um lugar calmo e sereno que me trouxe a memória boas recordações, como a lembrança do filme “Um lugar chamado Notting Hill”, onde a simplicidade, o amor, se traduziu na última cena.

Em resumo, apreciei o passeio dessa forma, e ele foi assim, bom e prazeroso, não usei os medicamentos, nem a sombrinha, não usei nada, só bebi a água da garrafinha. Pegamos o “Bus” e voltamos para casa com a sensação gostosa de ter ido em um bom lugar.