Pedra do Sino no amor e na raça!

Antes de começar a relatar como foi a minha experiência, eu preciso destacar como é intensa a trilha da Pedra do Sino. Estou falando sobre o ponto mais alto do Parque Nacional da Serra dos Orgãos e da cidade de Guapimirim. Um ponto culminante do estado do Rio de Janeiro que tem 2263 metros de altitude. É um lugar surreal, muito procurado por montanhistas e alpinistas. Sabendo disso tudo, o que faço? Resolvo que quero chegar ao cume dessa pedra. Certas horas não sei o que se passa na minha cabeça (rs).

O percurso pode ser iniciado por diversos lugares. Pode ser por Guapimirim, ponto menos popular para iniciar a caminhada, por Petrópolis, normalmente feito por quem está fazendo a travessia Petrópolis-Teresópolis, ou por Teresópolis, opção que eu escolhi e que naturalmente é escolhida por quem só quer conquistar a Pedra do Sino. Vale destacar dois pontos importantes: o primeiro, que o Parnaso de “Terê” fica na Avenida Rotariana e dá para chegar tranquilamente de carro, van ou ônibus. O segundo ponto é para frisar que a trilha não é gratuita, quem quiser ir terá que acessar o site (parnaso.tur.br), escolher as opções que lhe interessam, gerar o boleto e levar o comprovante do pagamento até a recepção do Parnaso, que lá eles irão te dar as pulseiras e os comprovantes finais.
O começo de tudo
Nossa saga começou, depois de passar por uma portinha simples de madeira, encarando um trecho intenso de pedras, talvez a parte mais cansativa de toda a caminhada. Andando por 40 minutos nesse percurso você irá encontrar o abrigo 1, ponto geralmente utilizado como primeira parada. Escolhemos não parar, queríamos manter um ritmo mais forte e sair logo dessa parte de terreno mais complicado. Fizemos a nossa primeira parada na cachoeira (que está seca no presente momento).

Da cachoeira para o abrigo 3
Passando pela cachoeira você irá caminhar cerca de 2 horas até chegar ao abrigo 3. É um caminho mais leve, menos subidas, em constante zig e zag. Uma dica é se alimentar bem na cachoeira, para obter mais energia e dar um impulso forte, sem paradas. Se conseguir fazer isso, você já terá dominado mais da metade da trilha. Apesar do abrigo 3 não está mais funcionando, ele é um ótimo ponto para descanso e, além disso, também conta com um pequeno mirante, que fica a 5 minutos do local.

Abrigo 3 para o 4
Apesar dos 20 quilos nas costas, dos 5 quilos na mão (barraca) e de está caminhando a alguma horas, estávamos no tempo que queríamos e nos sentindo melhor do que imaginávamos, até que uma surpresa aconteceu: veio uma inesperada chuva! Num primeiro momento ficamos perdidos, pois como a meteorologia não previa isso, também não estávamos esperando. Mas, depois de um tempo embaixo de uma árvore, minha parceira de trilha teve uma brilhante ideia: usar a lona da barraca pra proteger a gente e as malas. Fomos andando assim! Não tínhamos escolha, ficar embaixo da árvore era perigoso, descer levaria mais tempo que subir, então resolvemos seguir e enfrentar aquela cachoeira que vinha na nossa direção. Infelizmente não temos fotos, pois a pressa de chegar ao final da trilha e ficar secos nos deixou extasiados e com foco máximo. A cena deve ter ficado engraçada, pelo menos todo mundo que passava dava aquela risada (rs).

Chegando ao camping
Depois de muito esforço e 4 horas de subida, conseguimos com muita alegria chegar ao camping. Montei rapidamente a barraca e fomos correndo para a pedra (o cume da pedra fica a 25 minutos do abrigo 4) para ver o pôr do sol, mas a ideia, misturada  a nossa displicência e inocência momentânea, não deu muito certo. Fomo pegos, novamente, por uma surpresa e, dessa vez, foi ainda pior, pois se tratava de uma intensa neblina!

Ficamos no alto do cume sem enxergar nada, inclusive o caminho de volta, por cerca de 30 minutos. Percebemos que o tempo não ia melhorar, então resolvemos, sem perder a calma, buscar algumas opções de saída. Nesse momento comecei a me rastejar pelas pedras em busca de um ponto plano para descer, pois como se tratava de um cume, pulando no lugar errado era “adeus”. Felizmente com a ajuda divina consegui achar um ponto e retornar a trilha. Mas fica aqui a reflexão, sua vida sempre está em primeiro lugar! Sempre coloque isso na sua cabeça, assim nunca vai se expor a situações de riscos, como eu fiz erradamente.
A recompensa
A partir desse susto, resolvemos que era o momento de encarar o frio e dormir. Nessa hora, todo o peso que levei compensou. O frio lá realmente é muito intenso, fez cerca de 2 graus. Para quem quiser me seguir, eu levei: isolante; saco de dormir; muita roupa (dois casacos, duas calças grossas, três meias, luva e touca); muita comida (quatro sanduíches bem recheados, três ovos, três bananas, 2 bananadas e um tubo grande de batata); três litros de água e um repositor. Resumidamente, levei muita coisa.

Acordamos com um lindo céu estrelado, às 4h da manhã. Nos arrumados e fomos subir o pico, às 4h30. Levamos lanterna para chegar até lá, estava tudo bem escuro. Enfim a recompensa chegou! O céu estava lindo, limpinho, azul! Sem dúvidas alguma este foi, até hoje, o nascer do sol mais lindo que já vi. Aquele peso das costas finalmente saiu. Curtimos muito, tiramos altas fotos e aquele conforto de que tudo valeu à pena veio a tona. Nessa hora eu não sabia nem o que pensar, só queria curtir o momento. Ficamos lá por mais de duas horas, descemos, desmontamos tudo e partimos para casa. Fizemos a descida em 3 horas.
Depois disso tudo, eu só posso afirmar que Deus sabe de toda as coisas! Se você não compartilha de minha fé, se apegue na sua, pois certamente essa experiência vai te deixar mais próximo de algo superior. Foi incrível, marcante e único. Voltamos para casa super satisfeitos e sempre vamos ter essa lembrança na memória, de que vivemos algo único e extraordinário.

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Os belos jardins do Amantikir

Localizado em Campos do Jordão, O Parque Amantikir é fruto de um sonho do engenheiro agrônomo e paisagista Walter Vasconcellos. Esse sonho deve ter sido um daqueles que te faz acordar extasiado, pois o parque se tornou um sucesso e recebe, a cada ano, um número maior de visitantes.

Com mais de 700 espécies de plantas ao longo dos 60.000 m², o local foi considerado pelos usuários do TripAdvisor como a melhor opção do que fazer em Campos do Jordão, por quatro anos consecutivos, (2013, 2014, 2015 e 2016).

Labirinto de Grama

Eu estive por lá, e pude comprovar toda essa beleza e encantamento de perto. O parque me impressionou através das sua incríveis paisagens e das possibilidades de enriquecimento do “eu criativo”, pois o lugar, além de apresentar belezas naturais fantásticas, tenta fugir do eixo comum e nos presenteia com labirintos e outras coisas que aguçam os pensamentos.

O Amantikir está aberto todos os dias do ano, inclusive feriados, natal e ano novo, das 8h30 às 17h00. Visitantes que entram até as 17h00 podem permanecer no parque até o pôr-do-sol. O ingresso tem o valor de R$40 inteira e R$20 meia.

Como chegar?

Estando em Campos do Jordão e partindo de Capivari: Após deixar o Centro Turístico em direção ao Portal de Campos do Jordão, atravesse todo o centro comercial de Abernéssia. Em frente a UNIVAP entre à esquerda cruzando a Estrada de Ferro Campos do Jordão e tomando a Av. Ernesto Diedericksen (avenida do Hotel Toriba). Seguir a sinalização – Pico do Diamante / Estrada Gavião Gonzaga (ou o Totem que indica TARUNDU).

Após o Hotel Toriba permaneça à direita (no asfalto) na estrada Paulo Costa Lenz César. Ao seguir essa estrada por 300m, você cruza a Estrada de Ferro uma segunda vez. Permaneça nessa estrada (e aproveite a beleza do lugar) por mais 1.500m e vai encontrar a Estrada de Ferro novamente.

Após cruzar a Estrada de Ferro pela terceira vez você já visualiza uma placa de madeira rústica escrita em branco, entre à direita e siga por cerca de 400 metros. A Recepção do Amantikir fica à esquerda.

A intensa trilha do Peito do Pombo

Foram 1400 metros de altitude, 5h20 (ida e volta) de esforço e superação, 15 km de suor e fadiga. Mas tudo valeu à pena! Tudo valeu muito à pena!
A trilha do Peito do Pombo, localizada dentro da APA de Sana, no município de Macaé, é um dos percursos mais famosos do estado do Rio de Janeiro. Eu, como bom trilheiro, não podia deixar essa passar, então… juntei bons amigos e fomos em busca de conquistar esse percurso.

Posso dizer que a caminhada foi hard, mas o visual lá de cima recompensa o cansaço. Vou contar detalhadamente para vocês como foi a experiência nessa trip.

Fomos para sana passar o fim de semana, queríamos curtir o local e não só o Peito do Pombo. No sábado, rodamos por todas as cachoeiras e pela vila. No domingo, acordamos bem cedo, e fomos em busca da nossa “missão”. Querendo saber mais sobre minha volta pelas cachoeiras clique nesse link.
Mata adentro
O primeiro trecho de mato é relativamente bem leve, é uma subida que leva também para as cachoeiras, ou seja, muita gente passa por essa parte tranquilamente. É, basicamente, seguir reto. Depois de passar pelas porteiras das cachoeiras você irá passar também por uma pousada e por um sítio, os dois com as placas bem fáceis de serem avistadas.

O segundo trecho de mato já não é tão fácil, apesar da subida continuar sendo praticamente no mesmo nível, começam aparecer bifurcações. A dica é sempre ir para a direita. Não sei para onde os outros caminhos irão dar, mas sei que pela direita você irá chegar no rio, depois de caminhar bastante e passar por algumas porteiras. Ah… se tiver chovido no dia anterior, esta é a parte do percurso onde você vai encontrar mais lama.

Passando pelo rio
A parte do rio é bem fácil, dá para passar tanto pelas pedras quanto por dentro do rio, molhando apenas os pés. Mas depois de passar que complica, é a parte que as pessoas geralmente se perdem, inclusive eu (risos). Se não fosse um amigo local ter nos gritado e orientado, talvez nunca tivéssemos achado a entrada certa.

Assim que você sair do rio dará de cara com uma placa azul, cheia de avisos, é aí que você deve passar, dê a volta em torno dos arames. Não fique procurando uma porteira, pois ela não existe mais.

O pasto e o boi bandido
No pasto a subida já começa a ficar um pouco mais íngreme, mas não é isso que assusta. O que assustou a gente foi um boi, em especial, que, ao contrário dos outros, estava mugindo bastante e pronto para o ataque. Então caminhe com atenção e rapidez.

Subindo pela floresta
A subida mais intensa de toda a trilha começa neste local. É bem íngrime e com degraus naturais bem espaçados, por isso a força nas pernas se faz muito necessária. Além disso, há pelo menos 3 pontos que precisam do auxílio de corda para subir.

Depois de passar por todas estas etapas, é só subir a pedra e “partir para o abraço”, seu objetivo terá sido conquistado. Terá duas opções de mirantes: o debaixo da pedra, que mostra o incrível visual de sana, e um mirante um pouco mais alto, que dá uma vista especial para a Pedra do Peito do Pombo.

Ficamos lá em cima um pouco, curtindo a paz do lugar, mas não demoramos muito, pois estava bem frio e tínhamos hora para voltar. A descida foi bem mais fácil e rápida.

Depois de todo esse percurso, só pude agradecer a Deus pela oportunidade que tive e vir aqui indicar para vocês essa inesquecível trilha.

Ps: Se, por algum momento, achar que pode se perder procure um guia. Melhor pagar e ser guiado corretamente, do que passar horas perdido na mata e precisar de socorro.
Como chegar

Carro: Chegando em Casimiro de Abreu, o motorista deve seguir pela BR-142, subindo a serra no sentido Nova Friburgo e desviar para Barra do Sana, pegando a Estrada Frade-Sana, passando pelo Portal do Sana, na ponte da Amizade (que cruza o Rio Macaé), até o Arraial do Sana. A Estrada Frade-Sana é uma estrada de terra em péssimas condições, com muitos buracos e pedras. É curta. Tem em torno de 6 km de extensão apenas, mas exige bastante atenção do motorista pra não danificar o carro.

Ônibus:
Chegar de ônibus na região é relativamente fácil, apesar de cansativo. Basta pegar um ônibus para Casimiro de Abreu, saltar na rodoviária, e depois pegar um ônibus direto para Sana, eles passam de 2 em 2 horas. Tenha cuidado para não chegar muito cedo para não ficar mofando e nem muito tarde para não perder o último bus.

Desbravando a Pedra de Itaocaia

Em busca de uma nova trilha para seguir… fui parar mais uma vez em Maricá. Lá, encontrei a Pedra de Itaocaia, localizada na região da Fazenda Itaocaia, em Itaipuaçu. Ponto que, apesar de contar com uma área natural singular, sofre com a expansão imobiliária, que vem, há muito tempo, diminuindo os caminhos para se chegar ao topo da pedra, de 389 metros de altura.

O percurso é de nível leve para moderado e não é muito frequentado, ou seja, tem muitas partes de pedras pelo caminho e de vegetação coberta. Se também quiser conhecer esse percurso, terá que caminhar por 1h40 (ida e volta) em meio a partes fechadas, escorregadias e algumas escalaminhadas.

A trilha começa no extremo sudoeste da pedra, praticamente nos fundos do terreno de número 331, na rua 5. O caminho é ao lado direito do terreno. Chegando no local, logo pode-se encontrar um placa dando as especificações sobre a trilha e indicando onde ela inicia.

Agradeço a galera do Pitbull Aventura pelo convite. Além de ter conhecido um lugar espetacular, também fui muito bem tratado durante todo o trajeto.
Como chegar à trilha?
O ponto de referência é o posto de gasolina da entrada da Rua 1. De lá, deve-se seguir pela Estrada de Itaipuaçu no sentido Recanto e virar na próxima rua à direita. A trilha começa no lado direito do próximo cruzamento em “T”. Não é um ponto fácil de chegar, deixo um mapinha na parte inferior para tentar dar mais uma ajuda.

História curiosa do local ou lenda?
De acordo com o naturalista inglês Charles Darwin, que esteve na Fazenda Itaocaia no século XIX, a Pedra de Itaocaia foi palco de uma tenebrosa história. Darwin narrou que durante a sua estadia no local, uma escrava em fuga lançou-se no precipício de cima da Pedra de Itaocaia após ter jogado a filha do fazendeiro no tacho de melado, por vingança e ciúmes. Segundo Charles Darwin, também havia um quilombo no topo da pedra, onde os escravos da região fugiam e iam para lá. Porém, o mesmo não durou muito, pois fazendeiros se juntaram para acabar com o esconderijo.

Indo ao 41º andar para comer no Terraço Itália

A Home do site do restaurante Terraço Itália é iniciada com a seguinte frase “Um ótimo motivo para subir até o 41º andar”. Será que podemos acreditar nisso?

Bom… Não sou um especialista em gastronomia, mas posso dizer que já comi em muitos lugares e é essa experiência que utilizo para dar as minhas opiniões sobre o tema. Eu adorei! Posso dizer tranquilamente que adorei. O lugar, além de ter ótimas opções de pratos, conta com mais duas outras coisas impactantes: uma vista única da cidade de São Paulo e o som de um piano bem tocado.
Pelas informações que consegui obter, o restaurante, que fica na Avenida Ipiranga – 344 , conta com essas opções de reserva: Almoço, Jantar Nobre ao som de piano, Jantar Panorama música ao vivo e Jantar São Paulo ao som de piano. As opções não são baratas. As massas partem de R$90 chegando a R$180. O menu degustação custa em torno de R$230. Realmente dói o bolso, mas as partes boas são que os pratos demoraram cerca de 15 minutos para chegar, a porção é bem generosa e a apresentação é nível “Masterchef”.

Eu comi esta opção: Massa seca com funghi e camarão flambado ao brandy

O Terraço Itália, em funcionamento desde 1967, goza de todo prestígio e requinte necessário para um bom restaurante, mas possui um menu que não é acessível para todos os públicos. No lugar, você provavelmente irá encontrar pessoas de boa situação financeira ou curiosos, assim como eu, que vão nesses tipos de restaurantes apenas uma vez na vida (risos).

Trilha e rapel na Pedra da Tartaruga

Eu ouvi você dizer medo?

Medo sempre foi um problema e uma solução em minha vida. Sempre tive medo do escuro, mas umas das exposições que mais amei foi a Diálogo no escuro, onde o visitante fica em um breu total. Sempre tive medo de perder pessoas que gosto e, após isso acontecer, amadureci e aprendi a dar mais valor a vida. Tenho medo constantemente de altura e vivo fazendo esportes que enfrento isso de uma forma drástica.

Novamente apareceu a oportunidade de enfrentar esse medo de altura. Tiver a chance de apreciar, mais uma vez, o prazer que é fazer rapel. Foi a minha segunda vez praticando esse esporte, mas foi a primeira vez que fiz na Pedra da Tartaruga.
A Pedra da Tartaruga é um refúgio rochoso com 98 metros de altitude, localizada na região das Praias Selvagens de Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Esse lugar fantástico fica dentro do Parque Estadual da Pedra Branca. Para chegar ao seu topo, você terá que enfrentar uma trilha leve, tendo raras dificuldades. Para os amantes da natureza, é um passeio que vale à pena mesmo se você não for fazer rapel. Vá cedo, pois o local nos fins de semana fica lotado.

O rapel de lá também é tranquilo, tem cerca de 40 metros de altura. Ele começa no formato positivo, com o praticante encostando o pé na pedra, e depois passa para o formato negativo, sem o contato dos membros inferiores com qualquer tipo de “meio”(pedra, parede, etc). O ponto crítico deste tipo de rapel é a passagem do positivo para o negativo, pois temos que ir nos aproximando aos poucos da pedra antes de desencostar de vez.

Quando for fazer procure um profissional qualificado para o esporte. Eu fiz com a empresa Trilhando Guaratiba. Equipe muito atenciosa e animada. Indico muito o passeio e a equipe.

Espero que essa publicação lhe encoraje um pouco a superar seus medos. Sei que parece clichê, mas quando nos superamos tudo que fazemos fica muito mais prazeroso.
Como chegar?
A caminhada começa na Praia de Barra de Guaratiba. Uma opção de transporte público é o BRT. O visitante deve descer na estação do BRT de Ilha de Guaratiba, seguir a pé até o ponto de ônibus 867 que tem como ponto final a Praia de Barra de Guaratiba.

Trilhando na Pedra Bonita

E, por fim, chegou a vez de trilhar na Pedra Bonita, talvez a pedra mais popular do Rio. É uma caminhada relativamente fácil, um pouco íngreme, o que traz um pouco de dificuldades, mas o percurso é possível de ser feito por pessoas de todas as idades, o que explica o porque de toda essa popularidade. O tempo médio de subida até o topo é de aproximadamente 40 minutos.
A caminhada tem início na Estrada das Canoas, em São Conrado. Depois de uma bela subida você irá encontrar dois caminhos possíveis: um vai para a rampa de Vôo Livre, o outro, com uma escadinha mais rústica, vai em direção a trilha.

Com uma altitude máxima de 696 metros, coberta, em algumas partes, de floresta de Mata Atlântica, este ponto turístico está localizado no Parque Nacional da Tijuca, mais precisamente entre a Pedra da Gávea e os bairros de São Conrado e Barra da Tijuca. Quando você chegar ao topo irá poder ver a Zona Oeste, grande parte da Zona Sul, a Floresta da Tijuca e a Pedra da Gávea. É um do melhores visuais do Rio.
Como chegar ?
Indo pela Tijuca: Na Praça Saens Peña na mesma calçada da C&A pegue o ônibus 301 direção ao Alto da Boa Vista, desça no Corpo de Bombeiros entre a Rua Boa Vista e Estrada das Furnas. Pegue o ônibus 448 e desça em frente a rampa de acesso a Pedra Bonita.

Indo de São Conrado: pegue o ônibus 448, em direção ao Alto da Boa Vista, próximo a entrada da Estrada das Canoas e desça em frente a rampa de acesso a Pedra Bonita.

Indo de Niterói: Pegue as barcas ou o ônibus 100/101 e vá em direção ao metrô. Desça na estação de São Conrado. Chegando lá, vá até o ponto de ônibus que fica na parte de trás do metrô, próximo a subida da Rocinha, e pegue o ônibus 448, em direção ao Alto da Boa Vista, e desça em frente a rampa de acesso da Pedra.

Subindo a Pedra do Elefante

Minha primeira trilha feita em Maricá deixa ótimas recordações.  A trilha da Pedra do Elefante, ou Alto Mourão, além de ter um visual deslumbrante, tem partes bastantes desafiadoras e divertidas.
Esta pedra é o ponto mais alto da Serra da Tiririca. Com 412 mts de altura, está localizada entre as praias de Itaipuaçu e Itacoatiara. Do seu cume temos uma incrível visão de 360º, onde podemos contemplar as montanhas do Rio, o Costão de Itacoatiara, toda a Região Oceânica de Niterói, as praias de Itaipuaçu e Maricá e as ilhas Maricás.

O percurso é dividido em duas etapas: uma trilha leve, que dura cerca de 40 minutos, e a temida subida da pedra, que dura em torno de 20 minutos.

A trilha, bem demarcada, é de subida constante e tem como seu ponte chave o encontro do primeiro mirante, que da vista para o Costão de Itacoatiara. É uma subida fácil e que causa pouco esforço mesmo as pessoas que não estão acostumadas em trilhar.

Depois de passar pelo mirante e de caminhar por mais alguns minutos encontra-se a pedra. Muitos grupos utilizam corda nesta parte, mas como nem eu e nem meus amigos tínhamos corda, fizemos no “braço” mesmo. Muitas pessoas que tem medo de altura desistem nessa hora, mas eu indico fazer o contrário, aproveitar esse momento e superar o seu medo, até porque no final terá uma ótima recompensa. Para subir e descer é só utilizar como apoio as fendas que tem pela pedra. A trilha é considerada de nível moderado exatamente por causa desta parte.

Utilize aos mãos e os pés. Suba e desça pouco a pouco, mas não deixe de tentar. O visual de lá do alto é deslumbrante.
Como chegar?
A entrada da Pedra do Elefante fica localizada próximo ao Mirante da Estrada de Itaipuaçu (RJ-102). Partindo de Niterói as opções são as linhas 38, 46 e 52. Para quem vai sair do terminal eu indico o 38. Partindo do centro do Rio, pegar na Presidente Vargas/Central do Brasil a linha 770.

O Rio aos “olhos” do Mirante Dona Marta

Poucos lugares mostram o Rio de uma forma tão clara. A 362 metros de altitude, o mirante apresenta o Pão de Açúcar, o Maracanã, a Baía de Guanabara, o Cristo Redentor, de uma forma limpa, como se fosse uma pintura recém criada.
Localizado no Parque Nacional da Tijuca, Santa Teresa,  o mirante pode ser encontrado através do percurso feito por carro/moto ou através da trilha. Não tem como subir de ônibus até lá em cima. Existem três caminhos possíveis:

De carro (saindo de Cosme Velho): Você vai seguir como se fosse para o Corcovado. Suba pela Estrada das Paineiras. Ela começa a Rua Alm. Alexandrino, na altura do nº 5088. Quando chegar à rotatória, siga pela esquerda em direção ao Mirante.

De carro (vindo pelo Parque Nacional da Floresta da Tijuca): Pegue a Estrada do Redentor e siga até o final. Quando você passar pelo Hotel das Paineiras, haverá uma bifurcação, siga pela direita, pegando a Estrada das Paineiras.

A pé ( pela trilha até o Mirante Dona Marta): Vá até o alto da Favela Santa Marta, usando o elevador inclinado, onde começa a trilha. São 30 minutos de caminhada, dependendo do seu ritmo. É um caminhada bem fácil.

Não é um lugar difícil de chegar, por isso encontra-se por lá pessoas de todas as idades. Ou seja, além de ser um lugar lindo é diversificado.
Um pouquinho de história…
O nome do lugar surgiu no final do século XVII, quando o padre Clemente comprou terras ali e deu ao morro o nome de sua mãe, Marta, para homenageá-la pouco depois da sua morte. Séculos depois, uma imagem de Santa Marta foi levada para o alto do morro e construíram uma capela para ela. A Favela Santa Marta começou com os funcionários do Colégio Santo Inácio, que receberam parte do terreno para a construção das casas.

Já provou o Chivito uruguaio?

O prato típico uruguaio é uma mistura de sabores e variedades. Trata-se de um sanduíche, geralmente elaborado com filet de carne macia feita na chapa, presunto (jamón), mussarela, bacon (pancetta), alface (lechuga), fatias de tomate e ovo cozido com maionese, que vem acompanhado de uma porção de batatas fritas ou salada de batatas (ensalada rusa).
Cada restaurante tem seu tipo especial de chivito. Os mais tradicionais são os chivitos al pan (com pão), al plato (sem pão) e os chivitos canadienses, que levam outros ingredientes como pimentão, azeitonas e pickles.

Há mais de 70 anos, no El Mejillon, um pequeno restaurante de Punta Del Este entrava, a altas horas da madrugada, uma viajante argentina e pedia alguma coisa rápida para comer… A cozinha estava fechada, mas Antônio Carbonaro, o proprietário do lugar, tinha a filosofia de que ninguém poda sair mal servido de seu recinto e por tanto, improvisou o primeiro Chivito. A cliente gostou tanto que, a partir disso, o El Mejillon começou a servir mais de 1000 chivitos por dia.

Quer preparar um Chivito caseiro ? Segue a receita:

Ingredientes

  • Alcatra
  • 4 pães de hambúrguer
  • 4 folhas de alface
  • 1 tomate cortado em rodelas
  • 4 fatias de presunto
  • 4 fatias de queijo mussarela
  • 4 tiras de bacon
  • 4 ovos
  • Maionese
  • Sal

Preparo

  1. Fatie a Alcatra com cerca de 1/4 de polegada de espessura. Tempere a carne com sal a gosto e em uma frigideira ou chapa muito quente, coloque um pouco de azeite e frite a carne.
  2. Frite os ovos, pedaços de bacon e fatias de presunto e quando a carne estiver pronta, coloque em cima o ovo frito, bacon, presunto e uma fatia de queijo mussarela. Espalhe a maionese no pão e decore o prato com o alface e os pedaços de tomate.
  3. Por sua natureza o chivito é servido com o pão fechado, como um sanduíche, mas muitas pessoas preferem que o chivito seja servido no prato.

Enviei algumas dicas, porém indico que você use sua criatividade e invente o seu próprio chivito.