A magia de Cabo Polonio

O Uruguai é um país que conta com diversos balneários, então…Porque escolher Cabo Polonio em vez de escolher algum outro mais próximo? Foi exatamente este questionamento que fiz a diversos uruguaios, que conheci nas cidades que passei, e recebi a seguinte resposta: Porque é um lugar mágico!

Nascer do sol

E o que torna este povoado localizado no Departamento de Rocha tão mágico? Posso dizer que, depois de ter passado dois dias por lá, descobri qual é a sensação de dormir em um lugar rodeado por estrelas (lá não tem energia elétrica), descobri como é acordar ao lado de leões-marinhos enquanto o sol nasce,  descobri como é dançar em festas que são animadas pelo ritmo da rumbia (música local), ou seja, descobri muitas coisas e posso garantir: Cabo Polonio é um lugar certamente mágico.

Como chegar? Para quem estiver em Montevidéu e quiser chegar em Cabo Polonio, basta ir para o Terminal Tres Cruces e pegar o ônibus Rutas del Sol. Veja com cuidados os horário, pois são muito poucos, tanto os de ida como os de volta. A viagem dura cerca de 6 horas e custa em torno de uns 600 pesos uruguaios.

Chegando na rodoviária de Cabo, você terá que comprar um bilhete, que custa aproximadamente 120 pesos ida e volta, para ser transportado por um caminhão até o povoado de Cabo Polonio. Este caminhão atravessa as gigantes dunas, ou seja, a única forma de conseguir acessar o balneário, além de ser um jeitinho mais aventureiro de curtir.

Truck

Chegando lá você terá algumas coisas interessantes para fazer. O lugar é pequeno. Tem como pontos turísticos o Farol, as praias e as pedras com os leões-marinhos.

Durante à noite você pode aproveitar os bares e restaurantes locais. O hostel em que fiquei, Lobo Hostel Bar, me deu esse benefício, pude curtir diversas festas sem sair de casa.

Concluindo: a magia do lugar se espalha por todo os cantos. Está nas pessoas, nas belezas naturais, nas comidas, nas festas, está em tudo. Creio que todos que são apaixonados por viajar, assim como eu, devem viver essa experiência. É um lugar único.

Nos caminhos de Punta del Este, Punta Ballena e Maldonado

Chegou o dia de falar sobre as três cidades com os pontos turísticos mais famosos do Uruguai. Resolvi escrever sobre as três ao mesmo tempo, pois muitas pessoas confundem os pontos turísticos de uma com os de outra.

Mirante de Punta Ballena

Antes de destacar os locais que visitei em cada uma e citar as principais diferenças, vale ressaltar que existem muitas coisas em comum também, por exemplo: as três pertencem ao departamento de Maldonado.

Para os pobres, como eu (rs), outro fator em comum é a forma de chegar em cada cidade, seja indo direto do Aeroporto de Carrasco ou de Montevidéu, pelo Terminal Tres Cruces (fica dentro de um shopping), você terá que ir de ônibus. Alugar carro ou ir de táxi é um conforto que acaba sendo um pouco caro. Pegue um ônibus pela COT ou pela COPSA (empresas mais conhecidas) com destino final Punta del Este, caso queira ir para uma das outras duas cidades é só saltar antes de chegar ao ponto final. O valor do ônibus gira em torno de 300 pesos. A viagem de ônibus dura cerca 2h30.

No meu trajeto organizei os passeios para 4 dias, o que foram o suficiente. O mês de março não é o melhor mês para ir, apesar das cidades estarem mais vazias, o clima é muito inconstante. Eu acabei dando sorte, peguei dias bonitos, mas é algo arriscado para quem não curte passar por momentos de chuva. Indico ir em alta temporada que o sol é praticamente “garantido”.

Punta del Este

Los dedos

Punta del Este, considerado o balneário mais famoso da América do Sul, provavelmente foi o lugar mais marcante do meu mochilão pelo Uruguai. Cheguei em Punta com um tempo bem ruim, no início fiquei meio cabreiro, mas logo o sol apareceu e eu corri para curti os pontos da cidade. Lá eu conheci:

• Playa Brava e Playa Mansa
A Playa Mansa é banhada pelo rio, tem a coloração da água um pouco mais escura que a Brava, marítima, que por sua vez possui águas mais agitadas. Aliás, essas são as duas principais praias da cidade e, na verdade, uma é continuação da outra, já que circunda a Península.

• Monumento Los Dedos
Também chamado de La Mano, Dedos de Punta del Este ou Monumento ao Ahogado (afogado), fica na Playa Brava.
Endereço: Parada 1 Playa Brava, 20100

• Farol
Ainda na Península, um pouco depois da Gorlero, há esse farol. Infelizmente no momento a entrada não está sendo permitida.
Endereço: Calle 2 de Febrero y Calle 5

• Plazoleta Grã-Bretanha
Bem na pontinha da Península, onde o rio encontra o mar, você poderá ver essas belas esculturas.
Endereço: La Salina

• Porto
O porto é lindo, cenário perfeito para fotos. Além disso, ainda tive a oportunidade de ver de pertinho diversos leões-marinhos.

• Mirantes
Há diversos mirantes pela cidade. Faça que nem eu, vá em todos.

Além dos pontos que destaquei, lá também tem diversos bares e famosas boates. Punta é lugar para todos! É um lugar lindo e me deu a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas. Deixo aqui o meu grande abraço a uma linda família de Cuiabá e uma ótima amiga, conterrânea do Rio.

Punta Ballena

Fiquei hospedado em Punta del Este, de lá se consegue chegar tranquilamente em Punta Ballena, são apenas 16km de distância. Existem duas opções: pode-se pegar um ônibus das empresas (COT ou COPSA) ou ir por um municipal. Os dois irão te deixar no mesmo ponto de uma estrada, onde terá que atravessar e andar por uma longa rua até ver escrito em um estrutura “Casapueblo”. A grande diferença dos ônibus são os valores e os horários, os das agências custam em torno de 60 pesos e saem e retornam mais constantemente, os municipais custam em torno de 30 pesos mas demoram mais a passar.

• Casapueblo
Casapueblo é uma obra de arte de dimensões gigantescas, uma casa-escultura construída pelo artista uruguaio Carlos Páez Vilaró, com inspiração greco-mediterrânea. Bem provavelmente é o lugar mais famoso de tudo que visitei no Uruguai.
Endereço: Ruta Panorámica (saída da Ruta Interbalneária à caminho de Punta Ballena). Há indicações com placas.
Preço: R$30
Horários: 10h às 18h.

• Mirante de Punta Ballena
Fica do lado da Casapueblo, basta descer o morro cheio de pedras. Para minha pessoa é o lugar mais bonito de todos que visitei. É uma vista e uma paz sem igual. Indico muitoooo.

La Barra de Maldonado

O ponto mais famoso de Maldonado é sua parte conhecida como La Barra de Maldonado. Enquanto Punta é toda estruturada e possui altos edifícios, La Barra tem aquele clima todo rústico, descolado, com muitas ruas de terra. Muitos jovens e noitadas.

Outro ponto diferente de Punta, é que para La Barra só existem ônibus municipais, mas fique tranquilo, saem de 30 em 30 minutos.

• Museu do Mar
Um local muito bacana, fica a cerca de 1km após passar a ponte que divide Punta Del Este de La Barra.
Preço: US$ 7

• Ponte Ondulada
Além dessa divertida ponte ser o caminho para desbravar algumas praias mais distantes, ela ainda te faz sentir aquele friozinho na barriga ao passar por ela.

Ponte ondulada

Essas três cidade me deram a oportunidade de ter uma noção do que é viver um pouco no paraíso. Belezas naturais, pessoas de bom coração e muita paz.

Já provou o Chivito uruguaio?

O prato típico uruguaio é uma mistura de sabores e variedades. Trata-se de um sanduíche, geralmente elaborado com filet de carne macia feita na chapa, presunto (jamón), mussarela, bacon (pancetta), alface (lechuga), fatias de tomate e ovo cozido com maionese, que vem acompanhado de uma porção de batatas fritas ou salada de batatas (ensalada rusa).
Cada restaurante tem seu tipo especial de chivito. Os mais tradicionais são os chivitos al pan (com pão), al plato (sem pão) e os chivitos canadienses, que levam outros ingredientes como pimentão, azeitonas e pickles.

Há mais de 70 anos, no El Mejillon, um pequeno restaurante de Punta Del Este entrava, a altas horas da madrugada, uma viajante argentina e pedia alguma coisa rápida para comer… A cozinha estava fechada, mas Antônio Carbonaro, o proprietário do lugar, tinha a filosofia de que ninguém poda sair mal servido de seu recinto e por tanto, improvisou o primeiro Chivito. A cliente gostou tanto que, a partir disso, o El Mejillon começou a servir mais de 1000 chivitos por dia.

Quer preparar um Chivito caseiro ? Segue a receita:

Ingredientes

  • Alcatra
  • 4 pães de hambúrguer
  • 4 folhas de alface
  • 1 tomate cortado em rodelas
  • 4 fatias de presunto
  • 4 fatias de queijo mussarela
  • 4 tiras de bacon
  • 4 ovos
  • Maionese
  • Sal

Preparo

  1. Fatie a Alcatra com cerca de 1/4 de polegada de espessura. Tempere a carne com sal a gosto e em uma frigideira ou chapa muito quente, coloque um pouco de azeite e frite a carne.
  2. Frite os ovos, pedaços de bacon e fatias de presunto e quando a carne estiver pronta, coloque em cima o ovo frito, bacon, presunto e uma fatia de queijo mussarela. Espalhe a maionese no pão e decore o prato com o alface e os pedaços de tomate.
  3. Por sua natureza o chivito é servido com o pão fechado, como um sanduíche, mas muitas pessoas preferem que o chivito seja servido no prato.

Enviei algumas dicas, porém indico que você use sua criatividade e invente o seu próprio chivito.

Usufruindo da tranquilidade de Montevidéu

Após conhecer a beleza de Sacramento, fiquei instigado em conhecer mais do Uruguai. Depois de um tempo de organização e construção do roteiro fui em busca de conquistar este país e colocá-lo na minha lista de lugares do mundo que já conheci.

Comecei o meu tour em URU por Montevidéu, o centro urbano mais tranquilo que já fui até hoje.

El cartel de Montevidéu

Quase todas as viagens começam a partir de algum aeroporto ou rodoviária. A minha, como fui de avião, começou no Aeroporto de Carrasco. O Aeroporto fica a apenas 18 km do centro de Montevidéu, o que facilita muito na hora de se deslocar. E é nesse momento que aparece a minha primeira dica: vá de ônibus! Tem os pontos negativos, como não ter um lugar específico para você colocar sua mala durante a viagem, mas como o percurso é bem curto vale o esforço, além de ser muito mais barato, você já vai entrar em contato com o ritmo dos transportes locais e já vai saber mais sobre as ruas da cidade.

Para as pessoas que preferem a comodidade, também têm opções como Táxi ou Van saindo do Aeroporto. Não colocarei os valores exatos da época em que fui, pois eles mudam constantemente, mas para os leitores terem uma melhor noção posso dizer que o ônibus municipal custa em média 60 pesos, as vans uns 400 pesos e os táxis uns 1700 pesos.

Cheguei tranquilamente ao meu hostel. Fiquei no El Viajero da Ciudad Vieja. O hostel é ótimo, segue o padrão da franquia e tem um bom preço. Depois de organizar minhas coisas comecei a minha caminhada pela cidade. Fiquei dois dias, o suficiente para conhecer os pontos turísticos mais importantes e descobrir que a cidade é super segura e tem a comida mais cara da América do sul.

Segue abaixo o detalhamento do meu roteiro:

DOMINGO
Organizei o primeiro dia de minha viagem pensando na praticidade. Tinha que organizar tudo e conseguir curti o dia, então não poderia por coisas muito distantes, mas acabou que consegui fazer até mais do que planejei, principalmente pelo fato de ser fácil compreender o trajeto dos ônibus da cidade. Lá não tem metrô. Também pode ser usado táxi ou uber.

Comecei o meu trajeto indo para Plaza Independencia, pois é bem próxima da Puerta de la Ciudadela e do Teatro Solís. Logo depois fui andando em direção a Feira de Tristán Narvaja, ela só acontece aos domingos, então quis aproveitar a oportunidade. Na caminhada em direção a feira, passei pela Rambla e pelo mirante da Intendência.

Quando meu passeio pela feira acabou ainda estava na hora do almoço,ou seja, ainda tinha bastante tempo para rodar e conhecer novos cantos. Resolvi ir para o outro lado da cidade, peguei um ônibus e desci em Pocitos (para ver o El Cartel de Montevidéu), depois fiz uma caminhada pela praia até o Farol de Punta Carretas.

Como havia dito no início do texto, em pouco tempo dá para se conhecer muito e foi isso que fiz no meu primeiro dia.

• Plaza Independencia
O marco da cidade, a praça mais importante, que separa a cidade velha da cidade nova.
Endereço: Plaza Independencia, 11000

• Puerta de la Ciudadela
A Puerta de la Ciudadela, nome em sua língua original, é uma porta que restou da fortaleza que protegia Montevidéu anos atrás. Hoje em dia a porta é um dos lugares favoritos dos turistas para contemplar e tirar fotos.
Endereço: Plaza Independencia, 11000

• Teatro Solís
Endereço: S/N, Buenos Aires, 11000

• Feira de Tristán Narvaja
A Feira, que acontece aos domingos, é um dos principais programas dos locais no fim de semana.
Endereço: Ferrer Serra 2265 Esq. Cufre | Ferrer Serra 2265 Esq. Cufre
Horário: 9h às 16h

• Mirador Panorâmico da Intendencia
Está localizado no 22º andar da Intendencia de Montevideo (Prefeitura). O lugar proporciona uma ótima visão da cidade.
Endereço: Soriano 1372, 11200
Horário: Por motivo de manutenção as visitas estão limitadas aos sábados e domingos das 10h às 16h.
Valor: Gratuito – Retirar os ingressos no centro de informações turísticas

• Rambla
Dica: A Rambla, que se estende por mais de 20 km,na verdade é uma avenida beira-rio (no caso, o majestoso Rio da Plata)

Rambla

• El cartel de Montevidéu
Local: Final da rambla de Pocitos

• Castillo Pittamiglio
Endereço: Rambla Mahatma Gandhi 633

• El Faro de Punta Carretas
Endereço: Punta Carretas, 11300 Montevideo

El faro de Punta Carretas

SEGUNDA
No segunda dia acordei um pouco mais tarde, já não havia tanta coisa assim para conhecer. Aproveitei para conversar com mais pessoas e fui com calma em direção ao Parque Batlle e ao Estádio Centenário. Na volta passei no Mercado del Puerto para comer e comprar umas lembrancinhas, mas é um país incrivelmente caro, então desisti de comprar (rs) e voltei para o hostel. Tirei o resto do dia para fazer novas amizades e dialogar.

La Carreta (Parque Batlle)

• La Carreta (Parque Batlle)
Endereço: Parque Batlle, 11600 Montevidéu

• Mercado del Puerto
Endereço: Rambla 25 de Agosto de 1825 228, 11000

• Estádio Centenário
Endereço: Av. Dr. Americo Ricaldoni – Montevidéu
Ingresso do museu: 160 pesos uruguaios

Horário: De segunda a sexta, de 10 ás 17 horas

Estádio Centenário

Duas coisas que tem que ficar claras para quem ler esse post: Montevidéu é uma cidade bem segura, mas em compensação é mais cara do que se imagina.

É um lugar que vale ser visitado, como a maioria dos lugares. As pessoas são simpáticas e abertas ao diálogo. Fechei meu passeio por lá bem satisfeito e parti para o meu próximo destino…Punta del Este.

 

A encantadora Colônia de Sacramento

A cidade uruguaia, que foi colonizada por portugueses, está localizada a cerca de 180 km de Montevidéu. É um cantinho tranquilo, com poucos habitantes, com aquela “carinha” boa de interior.

Existem algumas formas de chegar até a Colônia, duas são mais conhecidas:
• Indo por Montevidéu: Indo de ônibus, pela COT, pela Chadre ou pela Turil. No momento em que pesquisei as três estavam cobrando o mesmo valor. No site do Terminal Tres Cruces, a rodoviária de Montevidéu, você consegue ver todos os horários de saída de ônibus para todos os destinos disponíveis.

• Indo por Buenos Aires (método que utilizei): O trajeto será feita de barco, todos saem de Porto Madero. O Buquebus é o mais tradicional, trabalha com buques rápidos (1h de travessia) e lentos (3h) e por isso oferece mais horários, todos os buques carregam carros – Há também buques rápidos a Montevidéu (3h). O Seacat tem catamarãs compactos e rápidos e não carrega carros. E o Colonia Express só opera com buques rápidos e não carrega carros. O serviço é conhecido por ser instável, porém foi a empresa que escolhi por causa dos preços: é sempre a mais barata. Vale ressaltar também que fui muito bem atendido e nada deu errado.

Em relação aos passeios, segue abaixo a lista do que fiz por Sacramento:
• Centro Histórico (Barrio Historico / Casco Viejo)
• Rua dos Suspiros (Calle de Los Suspiros)
• Farol de Colonia del Sacramento (El Faro)
• Centro Cultural Bastión del Carmen
• Museu do Azulejo (Museo del Azulejo)
• Muralha de Sacramento

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Todos os passeios são rápidos e possíveis de serem feitos em um só dia. Destaco como momentos mais marcantes do passeio:
• A hora de comer o Chivito Uruguaio, provavelmente o prato mais conhecida da região.
• Os amigos que fiz no hostel El Viajero
• O momento do pôr do sol. Sem dúvidas um dos mais bonitos que vi em minha vida, até hoje.
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