No cerrado encontrei Brasília

Essa foi a primeira vez que viajei na dúvida de está fazendo uma escolha acertada. Todo mundo que eu informava sobre a trip me perguntava: – O quê você vai fazer em Brasília? E mesmo tendo pesquisado diversos passeios no lugar, não sabia ao certo o que responder. Não é um território famoso turisticamente falando. Normalmente quem vai pra lá é para seguir depois para a Chapada ou para Caldas Novas. Mas hoje, posso afirmar tranquilamente que a capital do país vale sim ser visitada e reafirmo ainda mais a minha teoria: todo estado tem algo de bom a lhe apresentar, mesmo que seja só uma coisa, mas sempre vai valer à pena conhecer um lugar novo!

O meu tour pela cidade projetada por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, começa ainda no Rio de Janeiro, pois era a primeira vez que minha mãe iria entrar em um avião (logo logo teremos mais detalhes sobre essa emoção contada por ela mesmo, em sua coluna no blog). Sim, esta foi mais uma aventura de mãe e filho, até porque o mochilão é para todos. Depois de passar por essa primeira adrenalina, fomos em busca do que a terra de JK tinha para nos mostrar.

Congresso Nacional

Dia 1
O primeiro dia é aquele meio perdido, que você tem o roteiro na mão, mas não sabe muito bem o que fazer. Pede informação na recepção e eles nem sabem que o lugar que você quer ir existe. Pergunta para as pessoas na rua e elas te dão 500 possibilidades de chegar no lugar, sendo que você só quer uma. Resumindo: o primeiro dia é o momento de se ambientar. E foi isso que fizemos, nos comunicamos e aprendemos como andar na cidade, que tem as ruas com nomes diferentes. Ah, e  também compreendemos que o Uber é fundamental para passear por lá. Neste primeiro dia fomos:

• Torre de TV
Famosa pela vista e pela feira, a Torre de TV é visita obrigatória para os turistas que vão pela primeira vez à capital.
Horário de visitação do mirante: Segunda-feira, das 14h às 20h. De terça a domingo, das 8h às 20h.
Funcionamento da feira: Sábados, domingos e feriados, de 9h às 18h.
Entrada gratuita.
Eixo Monumental, s/nº, Brasília – DF

• Museu Nacional
É um espaço que insere Brasília no circuito internacional das artes e mostra o que há de melhor na arte brasileira. O espaço é utilizado para exposições itinerantes de artistas renomados e temas importantes para a sociedade.
Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 18h.
Contato: (61) 3325-5220 / museunacional@gmail.com

Teatro Nacional Cláudio Santoro
O principal teatro da cidade tem projeto de Oscar Niemeyer e é todo revestido com cubos desenhados por Athos Bulcão. A obra de arte chamada” O sol” faz o espaço brincar com as sombras: a cada hora do dia forma novos desenhos na fachada.
Endereço: SCTN, Via N2, Asa Norte, Brasília – DF – CEP: 70070-200

Dia 2
Já estávamos mais desgastados, entretanto, mais preparados para seguir o roteiro. Dessa vez, estudamos bastante o mapa local e seguimos um passo a passo, para não perder tempo, até porque este era o dia mais cheio de atrações. Nesse dia conhecemos:

• Memorial JK
No lugar onde foi realizada a primeira missa da nova capital da República, o ponto mais alto dentro da cidade, está o espaço que homenageia o presidente que idealizou Brasília. O Memorial JK guarda a história da família Kubitschek e do seu mais ilustre membro, o presidente Juscelino, que recebe o visitante com um “aceno” ainda do lado de fora. O espaço é surpreendente, conta a história de forma rica e detalhada. Me impressionei bastante com o lugar.
Horário de visitação: de segunda a domingo, das 9h às 18h.
Entrada: R$ 10
E-mail: cultural@memorialjk.com.br | Telefone: (61) 3225-9451
Endereço: Praça do Cruzeiro, Eixo Monumental , Brasília – DF – CEP: 70070-300

• Jardim Botânico
Primeiro Jardim Botânico do Brasil com um ecossistema predominante de cerrado. Vale destacar que o lugar tem um espaço todo planejado para piqueniques, e que vale muito à pena ser conhecido e aproveitado. De terça a domingo, das 7 às 8h50, o acesso ao JBB é permitido somente a pedestres e ciclistas, sem cobrança de ingresso.
Horário de visitação: de terça à domingo, das 9 às 17 h.
Entrada: R$ 5. Crianças até 12 anos incompletos, idosos a partir dos 60 anos e portadores de necessidades especiais não pagam ingresso.
Endereço: SMDB, Área Especial, s/n – Lago Sul

• Pontão do Lago Sul
O passeio ao longo das margens do Lago Paranoá atrai centenas de visitantes nos finais de semana. O espaço tem belos jardins, restaurantes e decks que permitem ver um sensacional pôr do sol. Ótima pedida para quem tem a tarde para relaxar ao ar livre.
Horário de visitação: domingo e segunda, das 7h à 0h. Terça a quinta, das 7h à 1h. Sexta e sábado, das 7h às 2h.
Entrada gratuita
Endereço: SHIS, QL 10, LT. 1/30, Lago Sul, Brasília – CEP: 71630-100

• Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB
O mais democrático espaço cultural da cidade oferece exposições, teatro, shows e cinema gratuitamente ou por valores simbólicos. No CCBB é certo encontrar excelentes mostras culturais, sempre de altíssima qualidade. Na minha opinião esse é o melhor CCBB entre todos os outros. É o que tem mais interação e mais espaços ao ar livre.
Horário de visitação: terça a domingo, das 9h às 21h
Contato: (61) 3108-7600
Endereço: 
Sces, Trecho 2, lote 22, Asa Sul, Brasília – DF – CEP: 70200-002

• Ponte JK
Um dos monumentos mais fotografados da capital, a Ponte JK é parada obrigatória para o turista que visita Brasília.
Endereço: Via L4 Sul / Lago Sul QL 24/26, Asa Sul/ Lago Sul, Brasília – DF

Dia 3
No terceiro dia as coisas já estavam mais tranquilas. Já dava para curtir uma piscina ou um lago com mais calma. Nesse dia fomos aos locais que moradores da região tinham nos indicado, então posso dizer que eles curtem bastante o que fizemos, principalmente o lago que fica no Dom Bosco, ponto certo para ficar lotado.

• Estádio Mané Garrincha
Estádio Nacional de Brasília “Mané Garrincha” é um estádio de futebol e arena multiuso brasileiro.
O Estádio Nacional está aberto para visitação todos os sábados de 9h às 11h30.
Endereço: 
SRPN – Asa Norte, Brasília – DF, 70070-701

• Ermida Dom Bosco
A área verde à beira do Lago atrai esportistas, famílias para piqueniques e muitos visitantes para ver o pôr do sol (o mais bonito de Brasília). Por ser uma área bem limpa do Lago Paranoá, é comum banhistas se aventurarem a nadar e tomar sol.
Endereço: Estrada Parque Dom Bosco, QI 29, Lago Sul, Brasília – DF

Dia 4
O último dia de viagem, foi o momento de se envolver mais com a politica nacional. Rodamos os principais cenários de decisões importantes para o país. E mesmo quem não gosta tanto do tema, tem que fazer uma visita aos locais, o sacríficio será recompensado. O aprendizado é gigantesco.

• Congresso Nacional
A imagem das duas torres de 28 andares – as mais altas da cidade – com uma cúpula côncava (Senado) e outra convexa (Câmara) é o mais famoso cartão-postal de Brasília. Sede do Poder Legislativo, o Congresso Nacional é o grande foco das manifestações populares que acontecem na cidade.
Horário de visitação: das 9h30 às 17h, todos os dias do ano
Endereço: 
Praça dos Três Poderes, Brasília – DF – CEP: 70160-900

• Palácio do Itamaraty
Os arcos que compõem a fachada diferenciam o palácio de todos os outros prédios da Esplanada dos Ministérios. O projeto paisagístico de Burle Marx leva vida ao concreto. A melhor visita guiada entre todos os espaços que visitei.
Horário de visitação: segunda a sexta, das 14h às 16h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 15h30. Agendamento pelo telefone: (61) 3411-8051.
Endereço: 
Esplanada dos Ministérios – Via S1 – Bloco H, Asa Sul, Brasília – DF – CEP: 70170-900

• Parque da Cidade (Parque Sarah Kubitschek)
O parque é um dos prediletos entre os moradores para a prática de exercícios ao ar livre.
O parque permanece aberto 24hs,  todos os dias da semana.
Endereço: entradas pelo Eixo Monumental, pelo Setor Sudoeste e pelas quadras 901, 906 e 910 Sul.

Palácio Itamaraty

Curiosidades
Não há esquinas e  as áreas comerciais são separadas de acordo com a atividade comercial exercida. Há, por exemplo, a rua das farmácias, a rua dos restaurantes, o Setor de Indústria, o Setor de Gráficas… Eu mesmo fiquei no Setor Hoteleiro. As distâncias entre um lugar e outro geralmente são enormes, mas as avenidas são largas e bem arborizadas. Ah, lá praticamente só se anda de carro particular, uber ou táxi, os transportes públicos praticamente não são utilizados, e caminhar, num clima tão seco, também é muito raro.

Conclui-se que…
Eu adorei! Mais um lugar riquíssimo que foi conhecido. Mais uma viagem que deu certo. Mais uma experiência junto a minha mãe. Mais pessoas e culturas que conheci. A viagem novamente só teve “mais”, só pluralidade, só acréscimo. Vou me esforçar para que seja sempre assim. Sempre viajando e crescendo com os novos lugares que vou conhecendo.

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Feriadão em Campos do Jordão

Frio… calor… frio… calor… frio…
Bota casaco…. tira casaco… bota casaco… tira casaco… bota casaco…

Assim foram os meus 4 dias em Campos do Jordão. A oscilação de temperatura foi intensa. Fazia bastante calor durante o dia, mas quando chegava à noite a temperatura caia extremamente, indo, muitas vezes, de 32º para 8º graus. Mas, vou te contar, que essa brincadeira de frio e calor ajudou ainda mais para a viagem ser maravilhosa. Em um só lugar, poder curtir um céu limpo e ensolarado, indo a cachoeiras, fazendo trilhas, contemplando a natureza, e nesse mesmo lugar você poder se vestir bem e sair à noite para curtir um friozinho e comer em bons restaurantes, não acontece todo dia, não é mesmo? Então, aproveitei bastante essa oportunidade.

Pela extensão da viagem, creio que vocês irão compreender melhor se eu explicar como foram meus dias de acordo com o roteiro que organizei.

Vila Capivari

Quinta
Na quinta, acordamos bem cedo e partimos para pegar o ônibus da viação Sampaio (existem poucos horários de ida e volta da Rodoviária Novo Rio). Devido ao fato de ser um feriado nacional, chegamos lá mais tarde do que planejamos, então só deu para fazer o check-in, guardar nossas coisas na Pousada Miniférico e ir comer, estávamos esfomeados. Ps: Falei “estávamos” e não estava, pois essa foi mais uma aventura que fiz junto com minha mãe. Ela novamente se dispôs a embarcar nas minhas viagens intensas e meio malucas.

Depois de “matar” a nossa fome, resolvemos dar uma volta na cidade para conhecer a famosa Vila Capivari. Este charmoso bairro é bastante movimentado durante dia e noite. O circuito formado pela Rua Doutor Djalma Forjaz, pela Avenida Macedo Soares e pela Praça São Benedito reúne uma infinidade de lojas, restaurantes, galerias de arte e praças.

Circulamos e conhecemos tudo que podíamos. O bom foi que “dominamos” o território e nos preparamos para os próximos dias, que seriam bem cheios.

Sexta

Amantikir – Mirante Belvedere

Mais “enturmados” com a região, acordamos cedo novamente (coisa que aconteceu todo dia), e fomos em busca do nosso primeiro destino: o Amantikir.  Inaugurado em 2007, o parque reúne 22 jardins com espécies vindas de diversos países como Inglaterra, Austrália, Alemanha e Japão, e, além disso, conta com dois incríveis labirintos, e atividades que aguçam a criatividade do visitante. Sem dúvida alguma este foi o passeio que mais gostei entre todos que tive a oportunidade de conhecer.
Funcionamento: Todo dia, das 8h30 ás 17h
Ingresso: R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia)
Endereço: Estrada Paulo Costa Lenz César, Km 2,8

Depois de rodar bastante pelos jardins, realizamos outro passeio que já era bem conhecido de nome: a Vista Chinesa.  Queríamos também aproveitar que já estávamos perto do local, o táxi na região é bem caro e, para quem não tem carro ou está com excursão, é a única forma de chegar no local. No mirante você pode apreciar as magníficas montanhas que envolvem o Vale do Lajeado, entretanto é a mesma vista que você pode ter do Mirante Belvedere, que fica dentro do Amantikir. Então só vá nesse outro ponto se você estiver com tempo sobrando.
O mirante fica próximo ao Portal de entrada de Campos do Jordão, quase no final da Rodovia SP-123, fique atento ao trânsito e respeite suas regras, pois o mirante fica localizado ao lado esquerdo da rodovia.
Caso você esteja na Vila Capivari, siga na avenida principal que dá acesso a saída da cidade, passe o Portal de Campos e siga na Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro.

Trem das Mansões

Chegamos desses passeios ainda com gás e, depois de comer um Pastelão do Maluf, partimos em busca de uma nova atividade, mas nada muito exaustivo, pois como vocês já devem ter percebido, no dia seguinte iríamos acordar cedo novamente. Pesquisamos e fizemos o passeio de Trem pelas Mansões, ele custa R$25 reais, dura cerca de 1 hora e leva, também, para conhecer a Ducha de Prata.

A Ducha de Prata nada mais é que a união de diversas cachoeiras e duchas artificiais, que podem ser acessadas por deck’s cercados por bancas que vendem souvenirs. No local também é possível chegar de ônibus (confirmar o nome do bus com os moradores locais).
Funcionamento: todos os dias
Entrada: de graça
Endereço: Av. Senador Roberto Simonsen – Vila Inglesa

Ducha de Prata

Sábado
Não podíamos gastar mais dinheiro com táxi, o que sobrou estava reservado para ir a Pindamonhangaba, então organizamos todo o trajeto de sábado utilizando ônibus como meio de transporte. Por sorte, descobrimos um, que tinha como ponto final o Horto Florestal, o nosso primeiro destino do dia.

Horto Florestal

O Horto é a maior reserva de araucárias do Estado de São Paulo, ele funciona como um refúgio dentro da cidade. Além de contar com uma extensa área familiar, o parque conta com algumas trilhas abertas ao público: a da Quatro Pontes (2 km); a da Cachoeira da Gargalhada (4,7 km); e a do Rio Sapucaí (2,6 km). Destaco que eu e minha coroa fizemos a trilha da cachoeira, bem tranquila por sinal.
Entrada: Gratuita
Endereço: Av. Pedro Paulo, s/n – horto florestal

Depois do Horto, aproveitamos a proximidade e fomos para o Borboletário Flores que Voam. Um jardim de 500 metros quadrados onde podemos observar de perto mais de 35 espécies de borboletas.
Funcionamento: Quarta a domingo, das 10h às 15h
Ingresso: R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia)
Endereço: Av. Pedro Paulo nº. 7997 – casa 01, Km 10 do caminho do Horto Florestal

Bastantes passeios em um só dia, né? Mas queríamos mais. Somos hiperativos. Assim que chegamos no centro andamos até o Morro do Elefante, ponto mais popular do lugar. Estava hiper lotado. Até por isso, não subimos de teleférico, a fila estava demorando horas. O topo do morro fica a 1800 metros de altitude, mas dá pra chegar tranquilamente a pé, de ônibus (escrito Morro do Elefante no letreiro) ou de carro.
Entrada: Gratuita
Endereço: Parque Capivari

Morro do Elefante

Domingo
No domingo não podiamos enrolar muito, nossa volta estava marcada para às 16h, então deixamos só o Pico e o Lago de Itapeva como destinos.

O Pico do Itapeva conta com uma das vistas mais bonitas da Serra da Mantiqueira. Apesar de não ser tão popular, coloque esse passeio no seu roteiro, a vista é incrível. E, como se o pico não fosse suficiente, no local existe também um lago, que é um cenário perfeito para fotos.
Entrada: gratuita
Como chegar: Partindo da Praça da Vila Capivari, centro turístico, entrar na primeira a direita, seguir as placas que indicam o Tênis Clube e a Ducha de Prata na Av. Senador Roberto C. Simonsen, um pouco mais adiante você vai avistar o Hotel Quatre Saison, vire à direita e siga em frente até o fim do asfalto onde localiza-se o Pico do Itapeva.

Pico de Itapeva

Campos do Jordão me deu: frio, calor, diversão, boa comida, gargalhadas, energia e sede de mais. Assim foi mais uma viagem. Cheia de coisas boas, cheia de experiências novas.

Aproveite sua vida! Não deixe o tempo passar em vão. Se não puder fazer essa, faça outra, mas faça!

A positividade de Sana

Distrito de Macaé, o vilarejo de Sana esbanja paz e positividade. No lugar, além de calmaria e diversão, encontramos um contato íntimo com a natureza, através do famoso circuito das águas, pertencente a Área de Proteção Ambiental do Sana, e a pesada trilha do Peito do Pombo.

Arraial do Sana é bem pequeno, dá para ser percorrido, tranquilamente, a pé, ou seja, é um lugar fácil de se montar um roteiro. Exatamente por esse motivo já chegamos no local bem determinados a fazer o que planejamos: conquistar tudo que pudéssemos em um só fim de semana.
Começamos nossa empreitada indo em direção ao circuito das águas. Para chegar até o início dessa leve trilha, é preciso atravessar uma pequena ponte, andar alguns minutos por uma estradinha de terra, passando por um estacionamento pago, até a guarita de entrada. Nesta guarita o visitante terá que se registrar e pagar um valor de R$10,00 para poder seguir pelas cachoeiras.

Depois de pagar, irá andar poucos minutos e avistará a primeira bifurcação, com uma placa indicando o caminho que leva a Cachoeira do Escorrega. Este tobogã natural ficou muito popular devido a diversão que proporciona e sua acessibilidade a todos os públicos. Como é um local que não oferece grandes riscos, muitas famílias frequentam esta cachoeira.

Já escorregou bastante? Então vamos retornar a trilha principal e seguir adiante. O caminho se torna uma subida um pouco mais íngreme e escorregadia. Em poucos minutos irá aparecer uma segunda bifurcação. Para continuar no circuito das águas o visitante deverá virar à esquerda, passar um portão de madeira e seguir a trilha atravessando um rio. Observe bem as setas indicativas e muito cuidado ao atravessar o rio sobre as pedras.

Passando pelo rio, a trilha vira uma subida um pouco mais íngreme e fica mais fechada. Em pouco tempo de caminhada você irá encontrar uma descida, à direita, que leva ao poço da Cachoeira Mãe (tem esse nome por ser possível visualizar o rosto de Nossa Senhora na queda d’água). Será preciso descer pela rocha com auxílio de uma corda. Lá embaixo tem um bom ambiente onde as pessoas ficam relaxando. Algumas pessoas saltam do alto da rocha direto no poço.
Voltando à trilha, você deverá subir mais um pouco para encontrar a Cachoeira Pai. Uma queda d’água de aproximadamente 15 metros caindo direto num poço bem fundo. Nesse poço também é possível saltar, mas tenha cuidado, já ocorreram acidentes no local, então pergunte aos funcionários se a cachoeira está em condições apropriadas para saltos. Do poço da Cachoeira Pai se tem acesso à Cachoeira Filho. As pessoas costumam descer escorregando por ela até o poço mais abaixo.

Mais à frente, após a Cachoeira Pai, chegamos a última cachoeira: a Cachoeira Sete Quedas. Esta cachoeira é composta por uma queda d’água que segue por 7 degraus em harmonia com a natureza. Essa cachoeira, juntamente com as cachoeiras do Pai, Mãe e Filho, formam o Circuito das Águas. Passando por esta cachoeira, é possível atravessar o rio e subir por uma trilha curta, no meio da mata, que leva até a trilha do Peito do Pombo. Apesar dessa boa possibilidade, preferimos retornar e deixar para fazer esta outra trilha no dia seguinte, bem cedo, com mais calma.
No domingo, assim que o sol nasceu, nos arrumamos e partimos para a trilha do Peito do Pombo, seguindo o caminho sem passar pelas cachoeiras e sem ter que pagar nenhuma taxa. A exaustiva trilha levou cerca de 5h20, ida e volta, e nos presenteou com uma linda vista lá do alto. Posso dizer que essa trilha, de 1400 metros de altitude, merece ser conquistada por todos que passarem pela região. Para quem quiser saber mais detalhes sobre a minha experiência sobre esta trilha é só clicar neste link.
Foquei mais em lhe contar sobre os passeios naturais, até porque é o que tem de melhor no local. Mas saiba que tudo em Sana respira boas vibrações, isso vai da natureza as pessoas, por isso que curto tanto está por lá.

Como chegar

Carro: Chegando em Casimiro de Abreu, o motorista deve seguir pela BR-142, subindo a serra no sentido Nova Friburgo e desviar para Barra do Sana, pegando a Estrada Frade-Sana, passando pelo Portal do Sana, na ponte da Amizade (que cruza o Rio Macaé), até o Arraial do Sana. A Estrada Frade-Sana é uma estrada de terra em péssimas condições, com muitos buracos e pedras. É curta. Tem em torno de 6 km de extensão apenas, mas exige bastante atenção do motorista pra não danificar o carro.

Ônibus:
Chegar de ônibus na região é relativamente fácil, apesar de cansativo. Basta pegar um ônibus para Casimiro de Abreu, saltar na rodoviária, e depois pegar um ônibus direto para Sana, eles passam de 2 em 2 horas. Tenha cuidado para não chegar muito cedo para não ficar mofando e nem muito tarde para não perder o último bus.

Nos canyons de Capitólio

Mais uma vez fui em busca de destrinchar ainda mais o estado mineiro. A cidade escolhida dessa vez foi Capitólio.

Mirante dos Canyons

A grande dúvida desta viagem era em como ir…??? Poderia ir de carro, de excursão, de ônibus (com bastante ajuda divina), entre outras possibilidades. Escolhi ir de excursão. Você deve está se perguntando: mas por que excursão ? (caso não esteja pule esta parte e vá direto para o roteiro).

A excursão, apesar de tirar um pouco de sua liberdade, facilita em muitos outros aspectos, pelo menos no meu ponto de vista. Além dela facilitar na hora de fazer amigos, ela também te permiti chegar descansado no lugar, ou seja, é uma ótima escolha para viagens de curto período. Depois de dirigir por 9 horas o pique para fazer uma trilha já não seria mais o mesmo, concorda? Então ir no ônibus dormindo ajudaria muito nessa parte, ainda mais se você for em um feriado, assim como eu, e não puder perder nenhum minutinho de curtição.

Voltando aos passeios…Apesar de o tempo está bem instável acabei dando muita sorte, conseguindo fazer os passeios planejados e curtindo todas as possibilidades.

No primeiro dia fomos ao Mirante dos Canyons, para garantir a foto mais famosa do lugar, logo depois fomos as cachoeiras que tem ali por perto, a menos de 200 metros de distância. Existem duas possibilidades de percurso de cachoeiras: 1 – O Circuito das Cachoeiras, gratuito, que apresenta cachoeiras belíssimas e com estruturas um pouco mais rudimentares; 2 – O Circuito das Três Cachoeiras que custa R$5,00 e não tem cachoeiras tão impactantes, porém, lhe dá a oportunidade de acampar no local.

O segundo dia, foi dia de explorar a Trilha do Sol. A trilha cercada por diversas belezas naturais nos dá a possibilidade de conhecer três lindas cachoeiras: Cachoeira No Limite, Poço Dourado e Cachoeira do Grito. A do grito é a mais interessante para passar mais tempo, por se tratar de uma cachoeira maior e com maiores atrativos. Dica: existe um ponto das pedras desta cachoeira que as pessoas utilizam para ficar pulando no poço, ótima dica de brincadeira para quem não tiver medo de altura e souber nadar.

Deixamos o passeio de lancha pelo Lago de Furnas para o terceiro dia, para fechar com chave de ouro. O passeio, ao som do “batidão carioca”, é bastante divertido devido a grande quantidade de cachoeiras que vão sendo encontradas pelo caminho e, principalmente, pelas manobras da lancha sobre uma água cristalina.

Passeio de lancha pelo Lago de Furnas

A viagem foi rápida mas muito intensa. Conheci muita gente boa, que vou guardar pra sempre na memória. Me diverti muito em todos os momentos, inclusive à noite que não tinha muita coisa para fazer por lá. Por isso que eu sempre repito: o lugar pode ser incrível (como realmente é), mas quando a companhia é boa tudo fica ainda melhor!

Nos caminhos de Punta del Este, Punta Ballena e Maldonado

Chegou o dia de falar sobre as três cidades com os pontos turísticos mais famosos do Uruguai. Resolvi escrever sobre as três ao mesmo tempo, pois muitas pessoas confundem os pontos turísticos de uma com os de outra.

Mirante de Punta Ballena

Antes de destacar os locais que visitei em cada uma e citar as principais diferenças, vale ressaltar que existem muitas coisas em comum também, por exemplo: as três pertencem ao departamento de Maldonado.

Para os pobres, como eu (rs), outro fator em comum é a forma de chegar em cada cidade, seja indo direto do Aeroporto de Carrasco ou de Montevidéu, pelo Terminal Tres Cruces (fica dentro de um shopping), você terá que ir de ônibus. Alugar carro ou ir de táxi é um conforto que acaba sendo um pouco caro. Pegue um ônibus pela COT ou pela COPSA (empresas mais conhecidas) com destino final Punta del Este, caso queira ir para uma das outras duas cidades é só saltar antes de chegar ao ponto final. O valor do ônibus gira em torno de 300 pesos. A viagem de ônibus dura cerca 2h30.

No meu trajeto organizei os passeios para 4 dias, o que foram o suficiente. O mês de março não é o melhor mês para ir, apesar das cidades estarem mais vazias, o clima é muito inconstante. Eu acabei dando sorte, peguei dias bonitos, mas é algo arriscado para quem não curte passar por momentos de chuva. Indico ir em alta temporada que o sol é praticamente “garantido”.

Punta del Este

Los dedos

Punta del Este, considerado o balneário mais famoso da América do Sul, provavelmente foi o lugar mais marcante do meu mochilão pelo Uruguai. Cheguei em Punta com um tempo bem ruim, no início fiquei meio cabreiro, mas logo o sol apareceu e eu corri para curti os pontos da cidade. Lá eu conheci:

• Playa Brava e Playa Mansa
A Playa Mansa é banhada pelo rio, tem a coloração da água um pouco mais escura que a Brava, marítima, que por sua vez possui águas mais agitadas. Aliás, essas são as duas principais praias da cidade e, na verdade, uma é continuação da outra, já que circunda a Península.

• Monumento Los Dedos
Também chamado de La Mano, Dedos de Punta del Este ou Monumento ao Ahogado (afogado), fica na Playa Brava.
Endereço: Parada 1 Playa Brava, 20100

• Farol
Ainda na Península, um pouco depois da Gorlero, há esse farol. Infelizmente no momento a entrada não está sendo permitida.
Endereço: Calle 2 de Febrero y Calle 5

• Plazoleta Grã-Bretanha
Bem na pontinha da Península, onde o rio encontra o mar, você poderá ver essas belas esculturas.
Endereço: La Salina

• Porto
O porto é lindo, cenário perfeito para fotos. Além disso, ainda tive a oportunidade de ver de pertinho diversos leões-marinhos.

• Mirantes
Há diversos mirantes pela cidade. Faça que nem eu, vá em todos.

Além dos pontos que destaquei, lá também tem diversos bares e famosas boates. Punta é lugar para todos! É um lugar lindo e me deu a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas. Deixo aqui o meu grande abraço a uma linda família de Cuiabá e uma ótima amiga, conterrânea do Rio.

Punta Ballena

Fiquei hospedado em Punta del Este, de lá se consegue chegar tranquilamente em Punta Ballena, são apenas 16km de distância. Existem duas opções: pode-se pegar um ônibus das empresas (COT ou COPSA) ou ir por um municipal. Os dois irão te deixar no mesmo ponto de uma estrada, onde terá que atravessar e andar por uma longa rua até ver escrito em um estrutura “Casapueblo”. A grande diferença dos ônibus são os valores e os horários, os das agências custam em torno de 60 pesos e saem e retornam mais constantemente, os municipais custam em torno de 30 pesos mas demoram mais a passar.

• Casapueblo
Casapueblo é uma obra de arte de dimensões gigantescas, uma casa-escultura construída pelo artista uruguaio Carlos Páez Vilaró, com inspiração greco-mediterrânea. Bem provavelmente é o lugar mais famoso de tudo que visitei no Uruguai.
Endereço: Ruta Panorámica (saída da Ruta Interbalneária à caminho de Punta Ballena). Há indicações com placas.
Preço: R$30
Horários: 10h às 18h.

• Mirante de Punta Ballena
Fica do lado da Casapueblo, basta descer o morro cheio de pedras. Para minha pessoa é o lugar mais bonito de todos que visitei. É uma vista e uma paz sem igual. Indico muitoooo.

La Barra de Maldonado

O ponto mais famoso de Maldonado é sua parte conhecida como La Barra de Maldonado. Enquanto Punta é toda estruturada e possui altos edifícios, La Barra tem aquele clima todo rústico, descolado, com muitas ruas de terra. Muitos jovens e noitadas.

Outro ponto diferente de Punta, é que para La Barra só existem ônibus municipais, mas fique tranquilo, saem de 30 em 30 minutos.

• Museu do Mar
Um local muito bacana, fica a cerca de 1km após passar a ponte que divide Punta Del Este de La Barra.
Preço: US$ 7

• Ponte Ondulada
Além dessa divertida ponte ser o caminho para desbravar algumas praias mais distantes, ela ainda te faz sentir aquele friozinho na barriga ao passar por ela.

Ponte ondulada

Essas três cidade me deram a oportunidade de ter uma noção do que é viver um pouco no paraíso. Belezas naturais, pessoas de bom coração e muita paz.

Usufruindo da tranquilidade de Montevidéu

Após conhecer a beleza de Sacramento, fiquei instigado em conhecer mais do Uruguai. Depois de um tempo de organização e construção do roteiro fui em busca de conquistar este país e colocá-lo na minha lista de lugares do mundo que já conheci.

Comecei o meu tour em URU por Montevidéu, o centro urbano mais tranquilo que já fui até hoje.

El cartel de Montevidéu

Quase todas as viagens começam a partir de algum aeroporto ou rodoviária. A minha, como fui de avião, começou no Aeroporto de Carrasco. O Aeroporto fica a apenas 18 km do centro de Montevidéu, o que facilita muito na hora de se deslocar. E é nesse momento que aparece a minha primeira dica: vá de ônibus! Tem os pontos negativos, como não ter um lugar específico para você colocar sua mala durante a viagem, mas como o percurso é bem curto vale o esforço, além de ser muito mais barato, você já vai entrar em contato com o ritmo dos transportes locais e já vai saber mais sobre as ruas da cidade.

Para as pessoas que preferem a comodidade, também têm opções como Táxi ou Van saindo do Aeroporto. Não colocarei os valores exatos da época em que fui, pois eles mudam constantemente, mas para os leitores terem uma melhor noção posso dizer que o ônibus municipal custa em média 60 pesos, as vans uns 400 pesos e os táxis uns 1700 pesos.

Cheguei tranquilamente ao meu hostel. Fiquei no El Viajero da Ciudad Vieja. O hostel é ótimo, segue o padrão da franquia e tem um bom preço. Depois de organizar minhas coisas comecei a minha caminhada pela cidade. Fiquei dois dias, o suficiente para conhecer os pontos turísticos mais importantes e descobrir que a cidade é super segura e tem a comida mais cara da América do sul.

Segue abaixo o detalhamento do meu roteiro:

DOMINGO
Organizei o primeiro dia de minha viagem pensando na praticidade. Tinha que organizar tudo e conseguir curti o dia, então não poderia por coisas muito distantes, mas acabou que consegui fazer até mais do que planejei, principalmente pelo fato de ser fácil compreender o trajeto dos ônibus da cidade. Lá não tem metrô. Também pode ser usado táxi ou uber.

Comecei o meu trajeto indo para Plaza Independencia, pois é bem próxima da Puerta de la Ciudadela e do Teatro Solís. Logo depois fui andando em direção a Feira de Tristán Narvaja, ela só acontece aos domingos, então quis aproveitar a oportunidade. Na caminhada em direção a feira, passei pela Rambla e pelo mirante da Intendência.

Quando meu passeio pela feira acabou ainda estava na hora do almoço,ou seja, ainda tinha bastante tempo para rodar e conhecer novos cantos. Resolvi ir para o outro lado da cidade, peguei um ônibus e desci em Pocitos (para ver o El Cartel de Montevidéu), depois fiz uma caminhada pela praia até o Farol de Punta Carretas.

Como havia dito no início do texto, em pouco tempo dá para se conhecer muito e foi isso que fiz no meu primeiro dia.

• Plaza Independencia
O marco da cidade, a praça mais importante, que separa a cidade velha da cidade nova.
Endereço: Plaza Independencia, 11000

• Puerta de la Ciudadela
A Puerta de la Ciudadela, nome em sua língua original, é uma porta que restou da fortaleza que protegia Montevidéu anos atrás. Hoje em dia a porta é um dos lugares favoritos dos turistas para contemplar e tirar fotos.
Endereço: Plaza Independencia, 11000

• Teatro Solís
Endereço: S/N, Buenos Aires, 11000

• Feira de Tristán Narvaja
A Feira, que acontece aos domingos, é um dos principais programas dos locais no fim de semana.
Endereço: Ferrer Serra 2265 Esq. Cufre | Ferrer Serra 2265 Esq. Cufre
Horário: 9h às 16h

• Mirador Panorâmico da Intendencia
Está localizado no 22º andar da Intendencia de Montevideo (Prefeitura). O lugar proporciona uma ótima visão da cidade.
Endereço: Soriano 1372, 11200
Horário: Por motivo de manutenção as visitas estão limitadas aos sábados e domingos das 10h às 16h.
Valor: Gratuito – Retirar os ingressos no centro de informações turísticas

• Rambla
Dica: A Rambla, que se estende por mais de 20 km,na verdade é uma avenida beira-rio (no caso, o majestoso Rio da Plata)

Rambla

• El cartel de Montevidéu
Local: Final da rambla de Pocitos

• Castillo Pittamiglio
Endereço: Rambla Mahatma Gandhi 633

• El Faro de Punta Carretas
Endereço: Punta Carretas, 11300 Montevideo

El faro de Punta Carretas

SEGUNDA
No segunda dia acordei um pouco mais tarde, já não havia tanta coisa assim para conhecer. Aproveitei para conversar com mais pessoas e fui com calma em direção ao Parque Batlle e ao Estádio Centenário. Na volta passei no Mercado del Puerto para comer e comprar umas lembrancinhas, mas é um país incrivelmente caro, então desisti de comprar (rs) e voltei para o hostel. Tirei o resto do dia para fazer novas amizades e dialogar.

La Carreta (Parque Batlle)

• La Carreta (Parque Batlle)
Endereço: Parque Batlle, 11600 Montevidéu

• Mercado del Puerto
Endereço: Rambla 25 de Agosto de 1825 228, 11000

• Estádio Centenário
Endereço: Av. Dr. Americo Ricaldoni – Montevidéu
Ingresso do museu: 160 pesos uruguaios

Horário: De segunda a sexta, de 10 ás 17 horas

Estádio Centenário

Duas coisas que tem que ficar claras para quem ler esse post: Montevidéu é uma cidade bem segura, mas em compensação é mais cara do que se imagina.

É um lugar que vale ser visitado, como a maioria dos lugares. As pessoas são simpáticas e abertas ao diálogo. Fechei meu passeio por lá bem satisfeito e parti para o meu próximo destino…Punta del Este.

 

Você já conhece o Airbnb?

É um site que te possibilita fazer viagens com um custo-benefício melhor. Ele viabiliza a comunicação entre turistas do mundo inteiro com donos de imóveis. A ideia é que os turistas fiquem em um lugar bem equipado por um preço mais barato e que os donos de imóveis consigam ter seu espaço alugado frequentemente. É uma ótima sacada!
A parte mais interessante do projeto é a grande variedade de locais para ficar, pode-se encontrar de tudo. Isso ajuda na hora de encontrar o que você mais necessita. Você está precisando de mais conforto? Lá tem vários lugares super bem estruturados. Está precisando gastar pouco? Lá tem vários cantos mais simples e baratos. Ou seja, basta pesquisar com calma que irá encontrar exatamente o que precisa.

Nos dias de hoje, viajar virou parte do cotidiano de muita gente, a partir disso, foram criadas diversas opções para serem estudadas e vários sites que buscam auxiliar nesse processo. Olhem todos! E coloquem o Airbnb entre essas opções. Para os interessados o site é airbnb.com.br

Um passeio dos sonhos…

Oi, sou a mãe de Matheus, o autor do blog, estou invadindo este espaço, sorrateiramente, para contar um pouco sobre a viagem que fizemos juntos.

Viajar é tudo de bom, mas com o filho é maravilhoso. Paraty foi para mim uma viagem de superação: uma dona de casa que vivia num mundo de panelas, descobriu que existe vida fora do seu habitat.
whatsapp-image-2017-02-15-at-15-51-19-1Como disse anteriormente, foi uma viagem de superação, porque nesses anos eu me acomodei, não pratiquei exercícios. Obs: Todas as pessoas devem fazer alguma atividade física , principalmente depois dos cinquenta.

Andar por caminhos tortuosos para conhecer cachoeiras, fazer trilhas, andar de escuna, entrar naquele barquinho onde a mão pode tocar o mar, foi uma conquista, não de mares e terras, e sim uma vitória pessoal.

Sabe quando uma criança tenta provar para o pai que  consegue, que pode fazer, querendo que o pai sinta orgulho dela… Foi assim que me senti naquela trilha, tentando mostrar para o meu filho que eu também ia conseguir , me senti motivada a atravessar aqueles degraus de terra com galhos fincados no chão, úmido, estreito, difícil. Agimos como parceiros em busca de um objetivo: a chegada. O suor escorria pelo meu rosto, mas quando os degraus eram mais altos, eu contava com o apoio de um braço forte nas descidas e nas subidas, e eu, por minha vez, avisava constantemente para ter cuidado.E lá fomos nós. Quando chegamos ao local  ficamos maravilhados, parecia cena de filme, uma paisagem linda, valeu muito cada passo para chegar até ali.

No passeio de escuna resolvi fazer algumas selfies, fotografei pés, pescoços… Tenho que treinar mais com o celular, mas me diverti muito com tantas experiências novas.
whatsapp-image-2017-02-15-at-15-51-19Para finalizar, o meu recado para as mulheres que, como eu, querem respirar, ir em busca de um novo  fôlego de vida: viaje! Não perca oportunidades! Porque como diz aquela música “a vida é trem bala parceiro”, vamos usar melhor o nosso tempo e aproveitar.

Paraty: um centro de histórias e aventuras

Chegou o dia de levar mamãe para viajar. E o destino escolhido, por ela, foi Paraty.

Busquei encontrar formas de fazer todos os passeios, mas de um jeito menos desgastante, pois não queria matar minha coroa (rs). Então para quem estiver lendo, saiba que irei citar algumas formas possíveis de fazer os passeios, sendo que as que eu utilizei foram as formas mais práticas e tranquilas.

Paraty é uma cidade do litoral sul do Rio de Janeiro. Um cantinho de calmaria, muitas praias e muita cultura. Aquele lugar que te faz sentir como estivesse vivendo cenas de novelas ou filmes.
16406467_1240493749365089_3678167740395109628_nOpção de ônibus
Existem várias opções de horários de ônibus, da viação Costa Verde, saindo de Niterói ou do Rio de Janeiro. A viagem dura cerca de 4/5 horas.

Opção de hotel
Pensando em um lugar barato e que ficasse perto do centro histórico da cidade, escolhemos o Paraty Hotel. Os pontos ruins do hotel são as camas, que são bem desconfortáveis, e a troca dos lençóis que nunca acontecem. Para o que necessitávamos o hotel foi ótimo, pois chegávamos em tudo com bastante facilidade.

Opção de agência de passeio
Escolhemos a Paraty Tours. Fomos muito bem atendidos e todos os passeios ocorreram da forma que foram pré-estipulados. Só temos elogios a agência e a recomendamos.

ROTEIRO:

QUINTA
Reservamos este dia para nos acomodarmos no hotel e fazermos uma caminhada tranquila pela cidade.

Neste dia conhecemos o Centro Histórico de Paraty, que foi erguido entre os séculos 17 e 19, e está localizado entre o Rio Perequê-Açu e a Baía de Paraty. Ele é formado por casarões coloniais e igrejas. Carros não podem trafegar pelas ruas, que mantém seu calçamento em pedras. É um lugar que tem um visual deslumbrante. Conhecemos também a Praia do Pontal e o Forte Defensor Perpétuo. Dá para chegar facilmente do centro histórico até a praia e o forte, é só atravessar uma pequena ponte e seguir as placas turísticas.

SEXTA
Foi o dia de nos aventurarmos no Jeep tour pelas cachoeiras e alambiques. Neste passeio indico fazer com alguma agência, pois as cachoeiras ficam distantes e tem bastante pedra e lama pelo caminho, irá prejudicar bastante o seu carro.

ALAMBIQUES
Há sete alambiques principais na cidade. O único que resolvemos conhecer foi o Pedra Branca. O valor para o tour guiado é de R$3,00. A experiência é divertida, além de dar a oportunidade de provar muita cachaça de uma vez só (rs). Segue abaixo informações sobre os outros alambiques:
Maria Izabel: Rio-Santos, Km 568 (direção Rio). Agendamento pelo telefone: (24) 99999-9908
Engenho d’Ouro: Estrada para Cunha, Km 8. Tel: (24) 99905-8268
Coqueiro: Rio-Santos, Km 583 (direção Ubatuba). Tel (24) 3371-0894
Paratiana: Estrada da Pedra Branca, Km 1. Tel (24) 3371-6329
Pedra Branca: Estrada da Pedra Branca, Km 1. Tel: (24) 97835-4065
Maré Cheia: Estrada do Jacu. Tel (24) 3371-9377
16473852_1238698016211329_5821134148382112508_nCACHOEIRAS
Nesta imagem você pode conferir as cachoeiras da cidade:
not_med_0000002230Destas destacadas, conheci a Cachoeira da Pedra Branca, do Tobogã, da Usina e a do Tarzan. Apesar da mais famosa ser a do Tobogã, por causa do surf na pedra, a que eu mais gostei foi a Cachoeira da Pedra Branca, pois, além dela contar com dois saltos de cinco metros de altura, nela podemos encontrar pequenas piscinas e duchas naturais, que deixa o clima mais divertido.

SÁBADO
A famosa Vila de Trindade realmente supera as expectativas. Nela podemos encontrar pequenas lojinhas, bons restaurantes e praias maravilhosas. Esse passeio da pra fazer sem agência. Pode-se chegar facilmente no local de carro ou de ônibus.
2Destaco:

Praia Brava
A praia fica logo no início da estrada de Trindade. A trilha dura cerca de 30 minutos e é cercada de Mata Atlântica.

Praia do Cepilho ou Praia de Fora ou Praia dos Ranchos
É uma praia dividida em três partes, em cada parte ela tem um nome diferente. Na parte mais movimentada, a preferida dos surfistas, é conhecida como Cepilho. A Praia de Fora é uma ligação entre as praias do Cepilho e a dos Ranchos. E a praia dos Ranchos é a parte mais tranquila, onde geralmente ficam as famílias.

Praia do Meio
Esta é a praia mais famosa e cheia de Trindade. Seu acesso é tranquilo. É por ela onde podemos fazer a trilha para chegar no Cachadaço ou pegar o barco para ir direto para a Piscina Natural. Nesta praia também existe a possibilidade de passear de stand up ou caiaque.

Praia do Cachadaço
É a praia mais bonita de Trindade e também a mais perigosa. Pela praia pode-se observar diversas bandeiras vermelhas, avisando sobre os perigos do local. Para chegar até ela é preciso pegar uma trilha, que começa na Praia do Meio, subindo a encosta. A trilha é bem tranquila com corrimão de madeira e degraus feitos com pedras e raízes de árvores. São cerca de 15 minutos de trilha sem grandes obstáculos, mas cuidado com os dias chuvosos, pois o local fica cheio de lama.

Piscina Natural
Para chegar a Piscina Natural é necessária fazer mais uma trilha. Achamos essa trilha uma pouco mais difícil que a anterior. A trilha dura cerca de 20 minutos mata adentro. Como já foi citado, também é possível chegar ou sair deste local de barco. O barco tem o valor de R$30,00 (para ida e volta) ou R$15,00 (para quem deseja apenas a volta).


DOMINGO
Para fechar o passeio em alto nível, fomos passear de Escuna. Existem diversos tipos de circuito, escolhi o que passa pela Ilha Comprida, Praia da Lula, Lagoa Azul e Praia Vermelha. Além de ser o circuito mais famoso é o que tem mais elogios pela web.

Foi uma viagem inesquecível. Viajar em família pode ser tão bom quanto viajar com amigos ou namorada (o), basta você se permitir a essa possibilidade. Curta a sua família, aproveite os momentos bons!

Passeio de caiaque pelo Rio Itaúnas

A minha primeira experiência com o caiaque aconteceu no rio que banha o Espírito Santo, o Rio Itaúnas.

No início deu um pouco de medo, mas depois que já estava estabilizado, o passeio ficou muito tranquilo. O percurso, num geral, é bem calmo, só destaco dois momentos tensos (rs): o momento em que meu chinelo agarrou no mangue (não queria vir de jeito nenhum), e o momento da volta, pois já estávamos cansados e tínhamos que remar contra a correnteza, posso dizer que malhei por uma semana.
15781766_1207943189286812_962707583202469_nVocê ainda não passeou de caiaque ? Não sabe nem do que eu estou falando?
– Saiba que o caiaque pode lhe proporcionar experiências incríveis, como explorar lugares poucos conhecidos, descer corredeiras e cachoeiras, e fazer travessias com visuais marcantes. Além disso, já imaginou como é a sensação de ver o pôr do sol acontecendo enquanto você está no meio de um rio? É indescritível.

A minha primeira experiência foi em Itaúnas, mas a sua pode ser em outro lugar, procure um cantinho perto de você e veja como é essa sensação. Permita-se!